Rio Branco, AC, 10 de julho de 2026 12:57
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No Papo Informal, Tadeu Hassem critica rótulos ideológicos e defende debate político sem preconceitos

O deputado estadual Tadeu Hassem aproveitou sua participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares nesta quinta-feira, 9,, para defender um debate político menos polarizado e questionar os rótulos que, segundo ele, têm dominado as discussões ideológicas no país. Em uma conversa marcada por reflexões sobre economia, conservadorismo e gestão pública, o parlamentar afirmou que o desenvolvimento do Acre passa mais por boas políticas públicas do que por disputas entre direita e esquerda.

Ao comentar exemplos de iniciativas bem-sucedidas no Estado, Hassem citou o complexo agroindustrial formado pela Acreaves e pela Dom Porquito como um modelo de parceria entre o poder público e a iniciativa privada que trouxe resultados positivos para a economia acreana.

“O importante é que deu certo. Foi uma parceria entre o capital público e a iniciativa privada que gerou desenvolvimento, emprego e renda. É um exemplo que poderia ser ampliado para outras áreas do Acre”, afirmou.

Durante a entrevista, o deputado observou que o projeto nasceu durante um governo de esquerda, mas ressaltou que isso demonstra que boas iniciativas não pertencem a uma corrente ideológica específica.

“Os governos não são simplesmente de esquerda ou de direita. O Estado tem o dever de garantir estabilidade e funcionamento das instituições. Quando uma política pública funciona, ela precisa ser reconhecida, independentemente da ideologia de quem a implantou”, destacou.

Outro ponto que ganhou espaço na conversa foi o conceito de conservadorismo. Hassem afirmou que o termo tem sido frequentemente utilizado de forma equivocada no debate público e acabou associado a discursos de intolerância.

Para o parlamentar, o conservadorismo está relacionado à preservação das instituições, das tradições e da ordem democrática, e não ao preconceito contra determinados grupos sociais.

“O conservadorismo foi distorcido. Confundiram o termo com extremismo e até com fascismo, quando, na verdade, são coisas completamente diferentes”, argumentou.

Como exemplo, o deputado revelou que sua equipe de gabinete é composta por pessoas com diferentes perfis e orientações, afirmando que nunca fez distinção em razão da orientação sexual de seus colaboradores.

“Tenho pessoas homoafetivas trabalhando comigo. Ser conservador não significa ser preconceituoso. Isso não tem relação com orientação sexual. Preconceito é outra coisa, é falta de compreensão da realidade”, declarou.

Ao longo da entrevista, Tadeu Hassem defendeu que o ambiente político brasileiro precisa abandonar os extremos e privilegiar discussões voltadas para resultados concretos, especialmente em áreas como geração de empregos, desenvolvimento econômico e fortalecimento das instituições. Para ele, o Acre precisa ampliar o diálogo e construir soluções que transcendam as disputas ideológicas, colocando os interesses da população acima das divergências partidárias.