Rio Branco, AC, 9 de setembro de 2026 11:42
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Novo seguro rural aprovado pelo Senado também pode beneficiar produtores do Acre

Agricultores do Acre também poderão ser beneficiados pelo novo marco do Seguro Rural, aprovado pelo Senado Federal no início do mês de setembro. O Projeto de Lei 2.951/2024 amplia os mecanismos de proteção aos produtores e cria novas possibilidades para o uso do seguro como garantia em operações de crédito.

A medida é considerada relevante para estados como o Acre, onde agricultores estão sujeitos a perdas provocadas por eventos climáticos e enfrentam dificuldades para acessar financiamento e mecanismos de proteção da produção.

Entre as principais mudanças está o aperfeiçoamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O programa permite que o governo subsidie parte do custo das apólices, reduzindo o valor pago pelo produtor.

Com a nova legislação, o seguro também poderá ser utilizado como garantia em operações de crédito rural. A mudança pode facilitar o acesso dos agricultores acreanos a financiamentos para custeio, investimentos e expansão da produção.

Outro ponto importante é a regulamentação do Fundo Catástrofe, previsto desde 2010, mas que nunca foi efetivamente implementado. O mecanismo poderá reunir recursos de seguradoras, resseguradoras, cooperativas e empresas do agronegócio, além de ativos da União.

A proposta é criar uma estrutura financeira capaz de ampliar a capacidade de resposta do mercado diante de grandes perdas provocadas por eventos climáticos.

O projeto também estabelece prazos para o processamento dos pedidos de indenização. Quando não for necessária vistoria presencial, o pedido deverá ser processado em até 15 dias. Nos casos que exigirem vistoria, o pagamento da indenização deverá ocorrer em até 30 dias, contados a partir da entrega da documentação ou da realização da inspeção.

Em 2025, apenas 3,2 milhões de hectares estavam segurados, o equivalente a 3,3% da área plantada. O volume foi 55% menor que o registrado em 2024 e representou o pior resultado dos últimos dez anos. Em 2021, foram destinados e executados R$ 1,15 bilhão. No ano passado, o valor caiu para R$ 565,3 milhões.

Para 2026, o orçamento previsto é de R$ 1,01 bilhão, enquanto entidades do setor estimam que seriam necessários cerca de R$ 4 bilhões. Agora, o texto segue para sanção presidencial.