Rio Branco, AC, 9 de julho de 2026 13:11
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Ponte entre Epitaciolândia e Brasiléia segue sem avanço e obra acumula atrasos apesar de sucessivas promessas

O que deveria simbolizar um novo capítulo para a mobilidade urbana e o desenvolvimento da região do Alto Acre tornou-se sinônimo de espera e frustração. Prevista para substituir a antiga ponte metálica que liga Epitaciolândia e Brasiléia, a nova travessia sobre o Rio Acre segue com as obras em ritmo abaixo do esperado e sem uma nova data oficial para conclusão, apesar das sucessivas promessas feitas pelo poder público nos últimos anos.

A entrega da estrutura era aguardada para junho deste ano, mas o prazo expirou sem que a obra fosse finalizada. No canteiro, a movimentação continua discreta, alimentando a percepção de que o cronograma voltou a sofrer atrasos e aumentando a preocupação de quem depende diariamente da ligação entre os dois municípios.

Projetada em concreto armado e com pista de mão dupla, a nova ponte foi concebida para ampliar a capacidade de tráfego, proporcionar mais segurança aos usuários e acompanhar o crescimento econômico da região de fronteira. A expectativa é que a estrutura substitua definitivamente a antiga ponte metálica, que há décadas suporta um fluxo intenso de veículos, motocicletas, ciclistas e pedestres.

Enquanto isso não acontece, a velha travessia continua sendo a única alternativa para quem precisa se deslocar entre Epitaciolândia e Brasiléia. Apesar de permanecer em funcionamento, a estrutura já demonstra os efeitos do tempo e do uso contínuo, operando sob uma demanda muito superior àquela para a qual foi concebida.

O atraso também reacende críticas sobre a condução do empreendimento. Desde o anúncio da obra, o projeto foi marcado por solenidades, assinaturas de ordens de serviço e cronogramas que alimentaram a expectativa da população. No entanto, o avanço físico da construção não acompanhou o ritmo das promessas, transformando a ponte em um dos principais exemplos da dificuldade de execução de grandes obras públicas na região.

Mais do que melhorar a mobilidade entre duas cidades vizinhas, a nova ponte é considerada estratégica para o fortalecimento da economia do Alto Acre. A ligação atende diariamente moradores, trabalhadores, estudantes, comerciantes e transportadores de cargas, além de integrar uma região de intensa atividade comercial por estar localizada na faixa de fronteira com a Bolívia.