Rio Branco, AC, 13 de agosto de 2026 08:47
Home / Política / Samir Bestene cobra instalação de quebra-molas no Joafra e pede fim da “via-crúcis” para execução de serviços em Rio Branco

Samir Bestene cobra instalação de quebra-molas no Joafra e pede fim da “via-crúcis” para execução de serviços em Rio Branco

O vereador Samir Bestene (PP) voltou a cobrar, durante a sessão de terça-feira, 11, da Câmara de Rio Branco, a instalação de quebra-molas na Rua Belo Jardim, no bairro Joafra. Segundo ele, a via passou a registrar veículos em alta velocidade depois de receber pavimentação e já foi palco de diversos acidentes.

A cobrança ocorre após um novo acidente registrado no local. Samir afirmou que a RBTrans já realizou estudo técnico e considerou necessária a implantação de redutores de velocidade, mas o serviço ainda depende de outras etapas dentro da estrutura da Prefeitura de Rio Branco.

“Já entramos com a indicação, com o pedido junto à RBTrans. A equipe técnica já fez um estudo lá e foi deferido que é necessária a instalação de alguns quebra-molas”, afirmou.

O vereador pediu que a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) acelere a execução da medida. “Não é o primeiro acidente, já foram vários naquela região. Fica novamente nossa solicitação para que a Emurb possa executar o que a RBTrans já aprovou”, disse.

A discussão sobre os quebra-molas levou o vereador a questionar o modelo utilizado atualmente pela Prefeitura para a execução de pequenos serviços.

Segundo Samir, a população muitas vezes acredita que uma solicitação feita por um vereador pode ser transformada imediatamente em uma obra, mas, na prática, a demanda precisa percorrer diferentes setores da administração.

Ele defendeu que a RBTrans tenha condições de executar diretamente determinados serviços depois que seus próprios técnicos concluírem os estudos e aprovarem a intervenção.

“Por que a RBTrans não pode ter um contrato, já que são eles que fazem esse estudo técnico, para saber se é possível ou não uma faixa elevada, um quebra-mola, um semáforo ou uma sinalização?”, questionou.

Para o vereador, a medida poderia reduzir o tempo entre a identificação de um problema e a solução efetiva.

Como exemplo, Samir citou uma faixa elevada instalada na Avenida Rio de Janeiro, em frente à Igreja São Peregrino. Segundo ele, foram necessários cerca de três anos para que a estrutura fosse executada, depois de a demanda passar por diferentes setores da administração.

“A RBTrans aprova, passa para a Emurb, que passa para a Cimp, que volta para a RBTrans, que vai para a Emurb de novo. E, até isso, o nosso trânsito fica cheio de problemas”, afirmou.

O parlamentar disse que já conversou com o prefeito Alysson Bestene sobre a necessidade de estudar uma mudança nesse modelo.

Samir estendeu a crítica para serviços relacionados ao abastecimento de água. Ele citou como exemplo situações em que o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) realiza o reparo de uma tubulação, mas o fechamento e a recuperação do trecho ficam sob responsabilidade de outro setor.

Na avaliação do vereador, a divisão de tarefas pode fazer com que um problema permaneça por mais tempo nas ruas mesmo depois de o reparo principal ter sido concluído.

A proposta apresentada por Samir é que determinadas estruturas municipais tenham maior autonomia para executar serviços diretamente ligados às suas atribuições, reduzindo etapas administrativas consideradas desnecessárias.

Durante o debate, a vereadora Lucilene também chamou atenção para a necessidade de ampliar as campanhas de educação no trânsito. Ela relatou ter presenciado dois acidentes recentes na região do Bosque e defendeu maior conscientização de motoristas e motociclistas.

Samir concordou com a necessidade de campanhas e afirmou que a educação para o trânsito deve começar nas escolas.

“É uma semente que nós jogamos junto às crianças para que a futura geração possa ter uma melhor educação no trânsito”, declarou.

Para o vereador, a instalação de quebra-molas, faixas elevadas e outros equipamentos de segurança precisa caminhar junto com ações de conscientização. Segundo ele, a responsabilidade pela redução dos acidentes também passa pelo comportamento dos condutores.