O ex-governador, Tião Viana, rebateu uma declaração atribuída ao ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao Governo do Estado, Tião Bocalom, sobre a disputa eleitoral de 2010. Durante participação no podcast Papo Informal, Viana afirmou que nunca disse ter uma estrutura política superior à do adversário e classificou a declaração como parte do que chamou de “folclore político” de Bocalom.
“O Bocalom gosta de fazer essas coisas, de inventar umas mentirinhas. Isso faz parte do folclore político dele também”, declarou.
Ao relembrar a eleição de 2010, Tião Viana reconheceu que a disputa foi difícil, mas afirmou que sua candidatura contava com uma estrutura política e de governo consolidada. Segundo ele, naquele momento havia também uma cobrança da população por mudanças na política econômica do Estado.
“A população queria uma resposta de uma plataforma econômica e industrial para o Acre”, afirmou.
O ex-governador disse que seu projeto para o Estado tinha como objetivo fortalecer a economia e criar condições para uma eventual continuidade política nas eleições seguintes. Segundo ele, as políticas sociais estavam avançando, mas havia a necessidade de ampliar as ações voltadas ao desenvolvimento econômico e industrial.
“As políticas sociais estavam em pleno vapor, elevadas, indo bem. Mas as políticas econômicas e a estrutura industrial do Estado estavam gritando por uma oportunidade”, avaliou.
Para Tião Viana, a industrialização é fundamental para gerar empregos e oferecer novas perspectivas à juventude acreana. Ele citou como exemplo a atuação de empreendimentos industriais no Alto Acre e os possíveis impactos sobre a economia regional.
“É industrializar, é industrializar o Acre, Luciano. A juventude precisa de emprego, de qualidade”, defendeu.
Tião destacou projetos relacionados à produção de ovos e à possibilidade de industrialização de alimentos para exportação. Ele mencionou uma proposta de produção de ovos em escala industrial na região de Assis Brasil, com foco no mercado internacional e utilização da estrutura logística peruana para alcançar mercados asiáticos.
Na avaliação do ex-governador, o desenvolvimento econômico do Acre não precisa necessariamente estar associado ao desmatamento. Ele defendeu o aproveitamento de áreas já abertas para ampliar a produção e gerar renda para os produtores rurais.
“Não precisa desmatar. Tem área aberta suficiente para a gente dar riqueza também para o produtor rural”, afirmou.
Ao comentar sua própria trajetória política, Viana disse que não atribui a terceiros a responsabilidade pelos resultados de seus governos. Segundo ele, suas responsabilidades são exclusivamente suas, enquanto a avaliação sobre suas administrações caberá à população e à história.
Ao final, reforçou sua visão sobre o futuro econômico do Estado: “A palavra para o Acre futuro é industrializar”.





