Rio Branco, AC, 15 de outubro de 2026 11:11
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Única acreana entre os autores da PEC pelo fim da escala 6×1, Socorro Neri celebra vitória histórica dos trabalhadores

A aprovação da PEC pelo fim da escala 6×1, na noite desta quarta-feira, 14, no Senado Federal, marcou uma vitória histórica para os trabalhadores brasileiros e também para a atuação parlamentar da deputada federal Socorro Neri. Única acreana entre os autores da proposta, a parlamentar, que defende a redução da jornada desde 2024, celebrou a conquista em suas redes sociais e reafirmou seu compromisso com a ampliação dos direitos da classe trabalhadora.

Para Socorro, a aprovação representa um avanço no enfrentamento de uma realidade que impõe a milhões de brasileiros uma rotina de seis dias de trabalho para apenas um de descanso.

“Essa é uma luta que abracei desde o início porque acredito que o desenvolvimento do nosso país não pode acontecer às custas da saúde, do descanso e da convivência familiar de quem trabalha. Estamos falando de mães que precisam de mais tempo com seus filhos, de trabalhadores que enfrentam jornadas exaustivas e de milhões de brasileiros que merecem viver com mais dignidade. Tenho muito orgulho de ser a única parlamentar acreana entre os autores dessa proposta”, afirmou Socorro Neri.

A PEC propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, e a garantia de dois dias de descanso por semana. A medida busca assegurar melhores condições de vida aos trabalhadores, permitindo maior equilíbrio entre as responsabilidades profissionais, a convivência familiar e os cuidados com a saúde física e mental.

Atuação desde o início da luta

A defesa do fim da escala 6×1 integra a atuação parlamentar de Socorro Neri em favor da valorização dos trabalhadores e da ampliação de direitos sociais. A deputada é coautora da PEC 8/2025, que tramitou em conjunto com a PEC 221/2019, e tem defendido a importância de avançar na discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil.

Ao longo desse processo, Socorro também levou o debate ao Acre, chamando atenção especialmente para a realidade das mulheres trabalhadoras, que frequentemente acumulam as responsabilidades profissionais com os cuidados da casa, dos filhos e de outros familiares.

“Não podemos aceitar que uma pessoa precise escolher entre garantir o sustento da família e ter tempo para estar com ela. Essa é uma discussão sobre justiça social, sobre valorização e sobre o Brasil que queremos construir. E o meu compromisso é seguir atuando para que os direitos da classe trabalhadora sejam respeitados e ampliados”, reforçou.

Após a aprovação pelo Senado Federal, o texto segue para promulgação pelo Congresso Nacional, etapa que formaliza a alteração na Constituição Federal, sem necessidade de sanção presidencial.