Após ouvirem advogados dos sindicatos da Saúde durante reunião na tarde desta segunda-feira, 18, na Casa Civil, procuradores do Estado vão criar uma grupo de trabalho para analisar juridicamente a situação dos servidores do Pró-saúde ameaçados de demissão.
Os servidores, que esperaram o resultado da reunião do lado de fora da Casa Civil, devem voltar a protestar na manhã desta terça-feira, 19, no Centro de Rio Branco.
Decisão judicial
O imbróglio envolvendo os servidores do Pró-saúde se arrasta desde o ano passado quando os desembargadores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) acataram a Ação Direta de Inconstitucionalidade, com pedido de Medida Cautelar, apresentada pelo Ministério Público do Acre (PMAC) para suspensão da eficácia da Lei Estadual no 3.375, de 19 de março de 2018, de autoria do então deputado Raimundinho da Saúde, aprovada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que alterou dispositivos da Lei no 2.031/2008, que instituiu o Serviço Social de Saúde do Acre, o Pró-Saúde e transformava a empresa paraestatal criada na administração do ex-governador Binho Marques (PT) em autarquia estadual.
Para resguardar o que estabelece a Constituição do Estado do Acre, o MP entrou em cena e pediu a inconstitucionalidade do Projeto de Lei que tentava impedir as demissões dos servidores do Pró-Saúde
Segundo ainda a ADIN, do MP, os servidores do Pró-Saúde são reconhecidos como empregados privados regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas. O MP alegou ainda que a Lei que instituiu o Pró-Saúde em 2008 especifica que o quadro de pessoal da paraestatal seria regido pela CLT, cuja admissão deveria ser precedida de processo seletivo.
A decisão judicial prevê um cronograma de demissão previsto para acontecer até março de 2019.
1, 8 mil servidores podem ser demitidos, porém durante a campanha eleitoral de outubro, o governador Gladson Cameli prometeu manter o emprego dos servidores, que agora cobram a promessa.
Caso o governo decida pela demissão, os sindicatos prometem greve geral na Saúde.