Rio Branco, AC, 13 de agosto de 2026 08:49
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Idosa tem casa atingida por incêndio e denuncia sequência de ameaças: “Quero salvar meu filho”

Um incêndio que poderia ter terminado com uma residência completamente destruída deixou uma família em estado de alerta e trouxe à tona uma sequência de conflitos, agressões e ameaças que, segundo os moradores, já dura cerca de três anos. O caso envolve a aposentada Marina Bezerra Souza Gomes, de 67 anos, e aconteceu na Travessa Carlos Santos, no bairro João Eduardo II, região da Baixada da Sobral, em Rio Branco.

A idosa estava na casa da filha quando recebeu a informação de que sua residência estava em chamas. O desespero tomou conta da idosa, que tentou retornar imediatamente ao imóvel. A filha, preocupada com a possibilidade de novas chamas ou de algum risco à mãe, pediu que ela não fosse ao local. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar o incêndio antes que o fogo consumisse toda a estrutura.

“Eu estava na casa da minha filha cuidando do meu neto. Quando soube que o incêndio era aqui em casa, fiquei tremendo, fiquei em pânico”, relatou Marina.

Apesar da ação rápida dos bombeiros, a família passou a questionar a origem do incêndio. Segundo os parentes, o fogo teria começado próximo à estrutura externa do aparelho de ar-condicionado instalado no quarto da idosa. A suspeita de que o incêndio possa ter sido provocado intencionalmente está relacionada, de acordo com a família, ao histórico de ameaças envolvendo um dos filhos de Marina.

O homem, segundo os relatos, seria usuário de drogas e estaria há anos no centro de conflitos com um vizinho. O histórico relatado pela família não se resume a ameaças. Marina afirma que já foi agredida ao tentar defender o próprio filho.

Segundo a idosa, em uma das ocasiões, ela encontrou o rapaz sendo estrangulado. Para tentar interromper a agressão, pegou um ventilador e atingiu o homem. A aposentada afirma que recebeu um soco, caiu e sofreu lesões no braço, nas pernas e nos joelhos. As marcas das agressões ainda seriam perceptíveis.

“Eu vi ele enforcando meu filho. Foi quando peguei um ventilador e bati na nuca dele para ele deixar o menino. Ele me deu um soco com muita força e eu caí”, contou.

Segundo o relato da idosa, as ameaças contra o filho continuam e haveria afirmações de que o agressor só cessaria as ações quando conseguisse “silenciá-lo”. Emocionada, Marina afirmou que sua maior preocupação é proteger o filho. “Eu quero salvar meu filho. Ele é uma boa pessoa. Nunca fez nada comigo”, disse.

O incêndio fez a família adotar uma medida considerada extrema: colocar a residência à venda. A decisão, segundo os parentes, seria uma tentativa de afastar Marina do ambiente de conflitos e reduzir os riscos de novos episódios de violência.

Cinco dias após o incêndio, conforme informado pela família, o imóvel ainda não havia sido periciado. A ausência da perícia aumentava a ansiedade dos moradores, principalmente diante da suspeita de que o fogo possa ter sido provocado.

A análise técnica deverá ajudar a esclarecer o ponto de origem das chamas e as circunstâncias do incêndio. Enquanto isso, a idosa permanece entre o trauma do fogo e o medo provocado pelas ameaças que, segundo ela, já fazem parte de sua rotina há anos.

A família espera que as autoridades investiguem tanto o incêndio quanto os episódios de violência relatados pela idosa. Até o momento, não há confirmação oficial de que o incêndio tenha sido criminoso. A causa deverá ser determinada pela perícia e pela investigação policial.