Rio Branco, AC, 17 de agosto de 2026 21:34
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Estudo mostra que quase 142 mil famílias do Acre moram em residências inadequadas sendo necessário R$ 4,8 bilhões para melhoria nos imóveis

Um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 141.117 famílias do Acre moram em residências consideradas inadequadas. Entre as inadequações citadas pelos pesquisadores estão: material de parede inadequado, ausência de banheiros, piso inadequado, falta de esgoto, ausência de abastecimento de água pela rede pública, rede elétrica precária.

A pesquisa mostra que seria necessário a realização de um programa voltado diretamente para a habitação. No Acre, o custo dele seria de R$ 4.827.209.526,88.

As informações são do CadÚnico e fazem parte do estudo Inadequações Habitacionais no Brasil e Custos de Superação (2024-2025).

“Em um panorama geral, percebe-se o aumento do número de famílias que vivem em moradias com pelo menos uma inadequação habitacional em 22%, a partir dos dados do CadÚnico ano-base 2024, em relação a 2019. Vale destacar que o universo do Cadastro Único, como um todo, apresentou crescimento significativo, de 43,8%”, afirmam os pesquisadores do Ipea.

Eles também apontam que “do ponto de vista dos tipos de inadequação, em relação aos dados do CadÚnico, ano-base 2019, verifica-se o crescimento daqueles relativos a serviços de energia elétrica (45,3%), abastecimento de água (27,1%) e esgotamento sanitário (25,5%). Nota-se aqui a indissociabilidade entre a escala da unidade habitacional e a escala urbana, de modo que os dados sinalizam uma dissociação entre o lugar de moradia dos mais pobres e a cobertura de serviços urbanos básicos”.