Um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 141.117 famílias do Acre moram em residências consideradas inadequadas. Entre as inadequações citadas pelos pesquisadores estão: material de parede inadequado, ausência de banheiros, piso inadequado, falta de esgoto, ausência de abastecimento de água pela rede pública, rede elétrica precária.
A pesquisa mostra que seria necessário a realização de um programa voltado diretamente para a habitação. No Acre, o custo dele seria de R$ 4.827.209.526,88.
As informações são do CadÚnico e fazem parte do estudo Inadequações Habitacionais no Brasil e Custos de Superação (2024-2025).
“Em um panorama geral, percebe-se o aumento do número de famílias que vivem em moradias com pelo menos uma inadequação habitacional em 22%, a partir dos dados do CadÚnico ano-base 2024, em relação a 2019. Vale destacar que o universo do Cadastro Único, como um todo, apresentou crescimento significativo, de 43,8%”, afirmam os pesquisadores do Ipea.
Eles também apontam que “do ponto de vista dos tipos de inadequação, em relação aos dados do CadÚnico, ano-base 2019, verifica-se o crescimento daqueles relativos a serviços de energia elétrica (45,3%), abastecimento de água (27,1%) e esgotamento sanitário (25,5%). Nota-se aqui a indissociabilidade entre a escala da unidade habitacional e a escala urbana, de modo que os dados sinalizam uma dissociação entre o lugar de moradia dos mais pobres e a cobertura de serviços urbanos básicos”.




