Apesar da redução dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do Brasil, o Acre continua entre os estados que exigem atenção das autoridades de saúde. O mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), coloca o Estado entre as 11 Unidades da Federação que apresentaram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas analisadas.
O levantamento considera a semana epidemiológica 32, correspondente ao período de 9 a 15 de agosto. Segundo os pesquisadores, há uma tendência geral de queda das hospitalizações por quadros respiratórios graves no país.
O cenário, porém, ainda inspira cuidados no Acre. Além do estado, também aparecem na faixa de alerta, risco ou alto risco Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima e Sergipe.
Mesmo diante da redução dos registros de SRAG, a Fiocruz reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar formas graves e mortes provocadas pelos principais vírus respiratórios.
Entre os agentes que podem provocar quadros graves estão o vírus influenza, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o SARS-CoV-2, causador da Covid-19. A orientação ganha importância especialmente para pessoas que fazem parte dos grupos mais vulneráveis às complicações das infecções respiratórias.
O boletim aponta sinais de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) em nível nacional. Mesmo assim, a circulação do vírus permanece elevada em alguns estados, entre eles Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
Já os casos graves provocados pela influenza B continuam crescendo no Rio Grande do Sul, embora o ritmo de aumento apresente sinais de desaceleração no Espírito Santo e em Minas Gerais. Em relação à Covid-19, a incidência semanal de casos permanece baixa em todas as unidades da Federação.
O InfoGripe também identificou aumento de hospitalizações por metapneumovírus na Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco, Amazonas e Sergipe. O rinovírus apresenta crescimento na Bahia, em São Paulo e no Espírito Santo, mas os pesquisadores afirmam que, na maior parte desses locais, o cenário ainda não provoca impacto relevante nos casos de SRAG.
Em 2026, já foram notificados 137.551 casos de SRAG em todo o país. Do total, 54% tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
Entre os casos positivos, 42,2% foram associados ao vírus sincicial respiratório, enquanto 30,1% correspondem ao rinovírus. A influenza A representa 18,2% dos registros positivos e a influenza B, 5,4%. Os casos associados ao SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, correspondem a 3,9% dos resultados positivos.





