Rio Branco, AC, 26 de agosto de 2026 01:13

Aliados e coordenadores políticos da campanha de Mailza acreditam em vitória no primeiro turno

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!

A única eleição que esse blogueiro disputou foi para líder de sala de aula; venci, mas nunca fui um bom exemplo. De lá para cá, eu me tornei um observador da política, das movimentações e articulações de uma penca de eleições majoritárias. Já sei que, na política, a roda não vai ser reinventada e o fogo não será redescoberto novamente, mas que concessões de espaços devem ser feitas, compromissos firmados para que o apoio de aliados seja alcançado. “Ninguém ganha eleição sozinho”, como disse FHC.

Conversando com aliados e coordenadores políticos da campanha de Maiza Assis (PP), eu concluo que a lição foi bem assimilada de que a política se faz com concessão de espaços, com diálogo, alianças transparentes e promessas de divisão de poder. Eles estão confiantes e acreditam na possibilidade de uma vitória no primeiro turno na disputa pelo governo do Acre, resultado, segundo eles, de diálogo constante e mapeamento dos grupos que podem agregar volume à campanha e votos.

O militante histórico do PP, Lívio Veras, é um dos pilares das articulações de apoio e construção de diálogo entre Mailza e os diversos movimentos políticos no Estado, demonstrando que a política é o terreno dos ajustes constantes, das pontes construídas entre diferenças, do reconhecimento de que ninguém governa sozinho. Na essência, ele é um dos operários da arte de costurar consensos possíveis. Um candidato precisa deste apoio nos bastidores para fazer uma disputa equilibrada.

Outro articulador e militante do PP que está empolgado é o ex-deputado José Bestene. Um dos motivos da animação do secretário de saúde é a movimentação de bastidores. Após o vai e vem de apoiadores da gestão do Progressitas no Acre, que chegaram a trocar o aconchego do final de administração pelos braços da perspectiva de poder da candidatura de Alan Rick (Republicanos), estariam retornando e levantando a bandeira da chapa Mailza e Jéssica. “Ninguém ganha eleição de véspera”, destaca.

Bom, meus três leitores, vou finalizar a atualização com mais um conselho de quem nunca disputou uma eleição: é preciso saber as diferenças de uma eleição proporcional para uma majoritária. Quem não lembra da última disputa de Marcus Alexandre (MDB)? Ele liderava as pesquisas, mas passou a andar nos bairros com meia dúzia de apoiadores, contingente que não garantia visibilidade. O MDB pecou ainda na estrutura financeira, que não garantiu volume à campanha. O final foi uma acachapante derrota.

“Mas o governo usa a máquina.” Sim, eles usam a máquina, mas quem se coloca numa disputa majoritária precisa saber que a parte financeira é preponderante. O visual empolga o eleitor; a quantidade de bandeiras, carros adesivados e pessoas nas ruas impressiona quem vai votar. O eleitorado não gosta de “dar voto perdido”; isso ouvi de eleitores de mais baixa renda, que são a maioria de quem vai às urnas. Dinheiro é tudo? Não, não é tudo, mas faz a diferença em vários quesitos no período eleitoral.

Daí, vocês questionam: Ray Melo, as boas propostas não fazem a diferença? Os planos de governo não são cumpridos na integralidade. Basta fazer um rápido levantamento do que foi prometido nas últimas disputas majoritárias, não só no Acre. 

Bom, meus três leitores, alguns dizem que, se conselho fosse bom, ele seria vendido. Mas ficam aqui algumas sugestões para uma possível reflexão. É preciso ter humildade para ouvir e, quem sabe, tirar alguma lição, mesmo de quem apenas observa a política, mas nunca disputou uma eleição. Aqui não digo que a eleição está definida, muito pelo contrário, mas quem for mais atento aos detalhes, planejamento e errar mesnos terá a possibilidade de largar na frente para ocupar a cadeira do poder executivo do Acre.