Rio Branco, AC, 31 de agosto de 2026 15:04
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Fala de delegado-geral é usada para contrapor governo sobre funcionamento da DECOR no Acre

Uma declaração do delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, abriu uma nova frente de críticas da campanha de Alan Rick (Republicanos) sobre a estrutura de combate à corrupção no Estado.

Ao ser questionado pelo jornalista Willians França, no podcast Conversa Franca, sobre as ações da Polícia Civil contra o crime organizado, o fortalecimento da inteligência e o combate à corrupção, Buzolin afirmou que houve mudança na titularidade da Delegacia de Combate à Corrupção e que a unidade será reformulada para que a instituição possa “voltar a atuar”.

A fala, embora não classifique diretamente a delegacia como inoperante, foi utilizada pela assessoria de Alan Rick para reforçar uma das principais críticas apresentadas pelo candidato durante a campanha: a de que a estrutura especializada de combate à corrupção teria perdido força e precisaria ser retomada.

“Nós trocamos a titularidade da Delegacia de Combate à Corrupção e agora iremos reformular a delegacia para que possamos voltar a atuar”, declarou Buzolin.

A campanha de Alan passou a explorar o trecho da entrevista como uma espécie de confirmação, por parte da própria Polícia Civil, de que a Delegacia de Combate à Corrupção atravessa um período de reformulação e perdeu capacidade de atuação.

O candidato já vinha utilizando o tema para defender o fortalecimento das estruturas de investigação de crimes contra a administração pública. Nos últimos dias, Alan Rick afirmou que pretende retomar e fortalecer a unidade caso seja eleito governador.

A estratégia coloca o combate à corrupção no centro do discurso eleitoral do republicano, que tenta transformar a discussão sobre a delegacia em uma questão de gestão e prioridade política.

Buzolin não afirmou que a delegacia foi extinta. Também não disse, literalmente, que a unidade deixou de existir. O que declarou foi que houve mudança na titularidade e que a estrutura será reformulada para que a Polícia Civil possa “voltar a atuar”.

A própria legislação estadual prevê a existência da Delegacia de Polícia Especializada no Combate à Corrupção (DECOR). A declaração do delegado-geral revela, entretanto, que a unidade passa por mudanças internas.

Questionado sobre como a Polícia Civil tem desenvolvido o trabalho de combate ao crime organizado e à corrupção, Buzolin citou justamente a troca de titularidade da delegacia como uma das medidas adotadas pela atual gestão. Segundo ele, a intenção é reformular a estrutura para recuperar sua capacidade de atuação.