Rio Branco, AC, 31 de agosto de 2026 17:01
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Tião Bocalom promete “interiorizar” a saúde do Acre com hospitais, UTIs e serviços especializados

“Não podemos continuar fazendo com que uma pessoa que mora no interior tenha que vir para Rio Branco toda vez que precisar de um atendimento mais especializado.” É com essa crítica que Tião Bocalom (Federação PSDB/Cidadania) apresenta uma das principais propostas de seu plano para a saúde do Acre: descentralizar o atendimento e levar serviços especializados para mais perto de quem precisa.

A ideia é mexer em uma realidade conhecida por milhares de famílias acreanas: quando o tratamento não está disponível no município de origem, o paciente precisa colocar o pé na estrada e enfrentar quilômetros até Rio Branco. Para Bocalom, esse modelo sobrecarrega a capital e impõe uma verdadeira peregrinação a quem já está enfrentando um problema de saúde.

A proposta do candidato é fortalecer as estruturas existentes no interior, ampliar os serviços de média e alta complexidade e criar novos pontos de atendimento nas diferentes regiões do Estado. Entre as medidas previstas estão a implantação de serviços de hemodiálise em Sena Madureira e Tarauacá, além de um centro de hemodinâmica em Brasiléia. O plano também prevê leitos de UTI adulto no Alto Acre e UTI pediátrica em Cruzeiro do Sul.

A lógica, segundo Bocalom, é simples: se o paciente mora no interior, a saúde também precisa estar presente no interior. “Nós precisamos levar a saúde para perto das pessoas. Se o cidadão está em Tarauacá, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul ou no Alto Acre, é lá que nós precisamos ter estrutura para atender”, afirma.

A proposta mais abrangente apresentada pelo candidato é a criação ou melhoria de hospitais de pequeno porte em todos os municípios do Acre, inclusive nas localidades consideradas de difícil acesso.

A intenção é fazer com que os 100% dos municípios tenham uma estrutura mínima capaz de atender a população sem depender, para cada situação, dos hospitais de referência da capital ou de outras cidades.

O projeto prevê aproveitar e melhorar unidades já existentes onde houver estrutura, além de construir novos equipamentos onde for necessário.

Na avaliação de Bocalom, a medida poderia diminuir a pressão sobre a rede de saúde de Rio Branco e, principalmente, evitar que famílias precisem deixar suas cidades em busca de atendimento.

“Não dá para esperar o paciente chegar”

Bocalom usa como referência a experiência acumulada durante sua passagem pela Prefeitura de Rio Branco. Segundo o material apresentado pela campanha, durante sua gestão foram reformadas mais de 40 unidades básicas de saúde, além da criação de novas estruturas, como as UBS da Vila Betel e da Cabreúva.

A administração também ampliou a oferta de serviços especializados na rede municipal, incluindo procedimentos como pequenas cirurgias, implantação de DIU e vasectomia, que anteriormente eram realizados pelo Estado.

O objetivo, segundo o candidato, foi tirar parte da pressão dos grandes hospitais e oferecer atendimento mais próximo dos moradores.

“Quando nós assumimos a Prefeitura, entendemos que não dava para ficar esperando o paciente chegar ao hospital. Nós fomos atrás, reformamos mais de 40 unidades, criamos novas e trouxemos serviços especializados para o município. Agora, queremos fazer essa mesma coisa no Estado, levando os serviços para o interior”, diz.

Entre as ações citadas como exemplo dessa estratégia está o ambulatório materno-infantil da Policlínica Barral y Barral, criado para ampliar o atendimento especializado a gestantes e recém-nascidos.

Para Bocalom, experiências realizadas na capital podem servir de modelo para uma mudança mais ampla na rede estadual. A proposta não se resume, portanto, a construir prédios. O candidato defende uma mudança na distribuição dos serviços de saúde, fazendo com que cada regional tenha condições de resolver uma parcela maior das demandas da população.

“Se nós conseguimos melhorar a saúde de Rio Branco levando atendimento para mais perto das pessoas, nós podemos fazer isso também no interior. Nós queremos um Estado onde o cidadão não precise sair da sua cidade para tudo”, afirma.

A principal promessa de Bocalom para a área é justamente reduzir a distância entre o paciente e o tratamento. A ideia é fortalecer as estruturas de saúde em cada região e deixar Rio Branco de ser o destino obrigatório para uma série de procedimentos que, segundo o candidato, poderiam ser realizados no próprio interior.