Rio Branco, AC, 1 de setembro de 2026 13:57
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Líder do governo se irrita com discurso de Adailton e Edvaldo sobre retirada dos 10% da tabela da Educação

O que parecia ser uma simples sessão na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (1/9) transformou-se em um intenso debate entre os deputados Adailton Cruz (UB), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Manoel Moraes (PP), líder do governo. Ao rebater o discurso de Edvaldo Magalhães, Moraes disse não aceitar que o parlamentar de oposição classificasse como ‘covardia’ a retirada dos 10% da tabela da Educação.

“O governo tem um compromisso com os professores. Isso vem sendo discutido e nós vamos buscar resolver o problema dos professores. Agora, eu aceito você dizer: ‘de maneira covarde’. No dia que foi tirado a letra, foi concordado com sindicato, foi concordado com todo mundo. Aí tá bom, era o momento. Hoje é outro momento. Mas, não de maneira covarde. Foi tirado e todo mundo concordou lá. Então, depois, as pessoas viram que podiam ganhar mais. A governadora já falou que tem compromisso de recompor essas três letras”, esbravejou Manoel Moraes.

Edvaldo Magalhães não deixou barato. Respondeu o líder governista. Disse que não havia outra palavra para classificar o que foi feito há quatro anos com os professores, com a alteração da tabela.

“Uma sessão histórica e de triste memória. Porque nessa sessão, pela covardia do governador Gladson de Lima Camelí, por uma decisão da base dele, inclusive sua, resolveram tirar um direito das professoras, dos professores e dos servidores da Educação. Retirar o direito num debate que nós ficamos o dia inteiro aqui mostrando por A mais B que os recursos do Fundeb garantiriam a manutenção daquela conquista histórica, de 30 anos atrás. Não foi uma invenção de última hora. O senhor é testemunha disso. O senhor sabe disso. Sabe, sabe e sabe! Pode ser que não tenha a coragem política. O senhor tem coragem para muita coisa, mas a coragem política para reconhecer o erro…”, disparou Edvaldo.

Quanto a Adailton Cruz, Manoel Moraes disse que o parlamentar do União Brasil foi o mais beneficiado pelo governo Gladson Camelí com o remanejamento no Orçamento de R$ 30 milhões para pagar auxílios à Saúde, sendo que para isso acontecer foi preciso o voto de todos os parlamentares, porém apenas Adailton aparece como o autor.

“Ninguém aqui foi mais beneficiado como ele com emenda. Nós nos reunimos aqui numa discussão danada, botamos R$ 30 milhões para ajudar lá [Saúde]. O governo paga R$ 1,5 milhão para fazer o plano de cargo e carreira. O governo faz tudo e tudo caiu na cota dele [Adailton] como se fosse ele fazendo e nós todos os deputados aqui ajudando. Aí o cara vem dizer que ainda não está bom. Só se der o governo para ele. Não tem como aceitar esse tipo de coisa”, disse em resposta ao discurso de Cruz.

A fala de Adailton que irritou Manoel Moraes foi a seguinte. Cruz disse que não abriria mão de recursos para que o novo PCCR da Saúde seja implementado, com a aprovação na Assembleia.

“Eu particularmente estou decidido e não vou abrir mal de jeito nenhum de tanto na LDO quanto na LOA uma reserva orçamentária para os neurodivergentes, que é uma das áreas mais sensíveis. A fila só aumenta. Isso tem que ser uma política de Estado fundamentada para atender essa área. Reitero, não vou abrir mão de ter uma reserva orçamentária para reformular o plano de carreira, em especial, dos servidores da Saúde que está pronto e que, infelizmente, por limite fiscal, ainda não veio para esta Casa”, disse Cruz.