O senador Alan Rick, candidato ao governo do Acre pelo Republicanos, foi o convidado do jornalista Luciano Tavares, no Papo Informal Eleições 2026 desta quinta-feira (3/9). Ele comentou a respeito do envolvimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo ele, as mensagens trocadas por Vorcaro com Moraes ‘são graves’.
“É um assunto que eu não posso deixar, jamais, de ouvir o clamor da sociedade brasileira. Eu estou no Senado para representar o povo brasileiro, o povo acreano. E o que acontece hoje é muito grave. As revelações do relatório da Polícia Federal. Estamos aqui falando de um relatório da Polícia Federal, de dezenas, de centenas de conversas comprometedoras. Infelizmente, são extrações do celular de Vorcaro, porque ainda não houve extrações do celular do ministro. Mas, é muito grave”, afirmou Alan Rick.
Em uma das mensagens, Vorcaro consultou Alexandre de Moraes se deveria deixar o Brasil dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal. “Revelações de que foi o próprio ministro Alexandre de Moraes que redigiu o contrato de R$ 130 milhões com o escritório da esposa. Então, são coisas muito graves. Um contrato desse tamanho que extrapola, inclusive, grandes contratos de advocacia. Mas, enfim, é muito grave toda essa situação. O Brasil não pode mais ter, na minha opinião, um ministro do Supremo com ligações claras, provadas, isso não é conversa de rede social, é um relatório da Polícia Federal”, ressaltou.
Em outro trecho, o senador acreano afirmou que Alexandre de Moraes foi muito “duro” com o ex-presidente Jair Bolsonaro e “cruel” contra brasileiros envolvidos no dia 8 de janeiro de 2023, em que prédios da República foram alvos de atos de vandalismo, em Brasília.
“Mais uma vez, nós pedimos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que pelo menos abra o processo. Deixem que os senadores votem, que o ministro apresente a sua defesa. Ele foi muito duro com Bolsonaro. Alexandre de Moraes foi muito cruel com milhares de brasileiros, centenas de brasileiros do 8 de janeiro. Pessoas, pode ter gente ali mal-intencionada, mas tinha pessoas ali que não tinham nada a ver”, ressaltou.





