Citado entre os estados mais pobres do país, o estado do Acre tem mais de 215 mil famílias inscritas no CadÚnico do governo federal. Desse número, 128 mil famílias dependem do Programa Bolsa Família para sobreviver.
Mas, há um dado mais triste nisso tudo. O Acre tem 6.934 mil famílias aguardando para serem atendidas pelo governo de repasse federal. O número chega a 12.454 acreanos literalmente famintos.
Porém, mesmo diante dessa realidade crua, os planos de governo de Mailza Assis e Alan Rick não trazem explicitamente a necessidade da criação de um programa estadual de transferência de renda aos mais pobres.
O Acre já teve uma experiência nesse sentido, com o Auxílio do Bem, criado em 2021 pelo governador Gladson Camelí para atender famílias em vulnerabilidade social durante a pandemia da covid-19, porém, o programa só teve duração de três meses.
A respeito de ajuda direta aos mais vulneráveis, Alan Rick defende a superação da dependência de benefícios que passa, segundo ele, pela autonomia econômica das famílias do CadÚnico. Para isso, o candidato pretende oferecer qualificação profissional, apoio ao empreendedorismo, economia solidária e microcrédito orientado; além de priorizar mulheres chefes de família, jovens vulneráveis e pessoas com deficiência.
Já Mailza Assis, entre as iniciativas, está a ampliação do acesso à alimentação adequada e o atendimento às famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional, por meio da promoção de ações integradas de combate à fome e à vulnerabilidade social e integração de ações de assistência social, inclusão produtiva e geração de renda.





