O atual quadro eleitoral brasileiro na disputa para a Presidência da República é na maioria de votos contra e não a favor. Eu explico: os eleitores estão fazendo as suas opções mais por rejeição. Muitos votando contra a família Bolsonaro e um outro tanto contra o petismo.
Se uma pesquisa perguntar sobre os principais projetos do Lula(PT) ou do Flávio Bolsonaro (PL) para os eleitores às vésperas do Segundo Turno poucos saberão responder. Mas se perguntarem dos “rolos” e acusações de corrupção de um e do outro as respostas virão mais completas
Esse quadro é muito preocupante para a evolução da sociedade do país. A população está dividida como mostram todas as pesquisas do Segundo Turno que colocam Lula e Flávio em empate técnico. É como se estivéssemos numa canoa no meio do rio com metade da tripulação remando pra um lado e outra metade remando para o outro. Dessa maneira a embarcação fica girando sem sair do lugar.
Mesmo depois do anúncio do vencedor no próximo domingo, 25, a tendência é essa divisão da sociedade permanecer. Os perdedores não aceitarão o resultado. E seja quem for o novo presidente do Brasil ele terá muita dificuldade para governar.
A minha percepção é que as forças políticas do país não estão captando as reais necessidades das pessoas. Houve um afastamento da população em detrimento de projetos pessoais de poder. Também há que se destacar que não surgiram novas lideranças capazes de conduzirem o país à união necessária para que o Brasil possa atravessar esse momento planetário delicado com guerras e a degradação do meio-ambiente que afetam diretamente a economia.
É como se estivéssemos num “cabo de guerra” em que os mais pobres puxam a corda para um lado e os mais ricos para o outro. Não existe um projeto para beneficiar a toda população igualitariamente. Mas um jogo de interesses para a perpetuação no poder. A verdade é que ninguém quer perder os seus privilégios e o povo que se vire.
Os próximos quatro anos serão muito difíceis. Não só pela divisão interna do país, mas também por um cenário mundial muito mais direcionado para o poderio imperialista das nações do que para as soluções humanitárias necessárias para a paz no planeta.
A minha conclusão é que não será fácil furar as bolhas do petismo e do bolsonarismo mesmo depois do TSE anunciar o resultado eleitoral. Os derrotados irão fustigar os vencedores e o pais corre o risco de atravessar momentos de convulsões sociais que irão atrapalhar a vida de todos.





