O vereador Samir Bestene (PP), membro titular da Comissão de Direitos das Mulheres da Câmara Municipal de Rio Branco, afirmou que, apesar da ausência de deputadas estaduais eleitas, os parlamentares terão a responsabilidade de defender políticas públicas voltadas à proteção, à inclusão e à valorização das mulheres acreanas.
“Eu tenho escutado muito, no pós-campanha, sobre essa falta de representatividade feminina na futura legislatura da Assembleia Legislativa. Mas não tenho dúvida de que os 24 deputados vão estar comprometidos com políticas públicas para as mulheres”, declarou nesta quarta-feira, 21, na Câmara de Rio Branco.
Bestene ressaltou que já atua na defesa dos direitos das mulheres no Legislativo municipal e garantiu que pretende ampliar esse trabalho na esfera estadual. Entre as prioridades, citou a inclusão feminina no mercado de trabalho, o combate à violência doméstica e a redução dos casos de feminicídio no Acre.
“Não vai ser diferente na Assembleia. A gente vai estar debatendo temas de inclusão das mulheres no mercado de trabalho e buscando reduzir essas taxas de agressão contra a mulher e de feminicídio que assolam o nosso Estado”, afirmou.
O vereador também destacou iniciativas apresentadas por seu mandato para incentivar o empreendedorismo feminino. Uma delas prevê a destinação de 30% das vagas nas feiras municipais para mulheres empreendedoras, com o objetivo de ampliar as oportunidades de geração de renda e fortalecer a independência financeira.
Segundo Bestene, a proposta poderá ser levada ao âmbito estadual para ampliar o alcance da iniciativa e contribuir para que mulheres em situação de violência tenham condições econômicas de romper com ambientes abusivos.
“Vamos levar isso também para o Estado do Acre, para garantir a independência econômica dessas mulheres e permitir que elas possam sair desses ambientes agressores”, disse.
Para o parlamentar, a defesa dos direitos femininos precisa estar acompanhada de medidas concretas que garantam oportunidades profissionais, autonomia financeira e proteção contra a violência. A avaliação é que a independência econômica pode representar um caminho importante para mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade.





