Rio Branco, AC, 28 de outubro de 2026 13:12
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Aiache critica gestão da Câmara de Rio Branco e cobra presença de vereadores: “Nossa obrigação é estar aqui todos os dias”

O vereador Aiache (PP) criticou, nesta quarta-feira, 28, a condução administrativa da Câmara de Rio Branco após a falta de quórum impedir a abertura da sessão ordinária no horário previsto. O parlamentar cobrou mais compromisso dos colegas com as atividades legislativas, questionou o descumprimento de um acordo interno sobre o horário de chegada e apontou problemas na estrutura de trabalho oferecida a servidores e profissionais da imprensa.

O progressista pediu desculpas à população e afirmou que os vereadores, por serem servidores públicos e receberem seus salários regularmente, têm a obrigação de comparecer à Câmara para trabalhar.

“A gente pede desculpas à nossa população. Nós somos servidores públicos, nosso salário está na nossa conta todo mês, sem falhar, sem atrasar, e é um bom salário. Então, no mínimo, a nossa obrigação é estar aqui todos os dias para a gente trabalhar”, declarou.

O vereador também questionou a decisão de não dar continuidade à sessão, argumentando que existe um acordo interno para ampliar até as 9h o prazo de chegada dos parlamentares, embora o regimento estabeleça tolerância até as 8h15.

“Existe esse acordo aqui, só que o acordo não é cumprido. Mal de políticos é não cumprir acordo”, afirmou Aiache, que também criticou o que classificou como falta de capacidade para gerenciar a Casa Legislativa.

Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a demora na transferência das atividades para a nova sede da Câmara Municipal. Segundo ele, já se passaram dois anos desde sua chegada ao Legislativo, mas a mudança ainda não foi concluída.

Aiache afirmou que a estrutura atual não oferece condições adequadas para servidores e jornalistas que acompanham as atividades parlamentares. Ele citou a falta de uma sala destinada à imprensa e as limitações dos espaços utilizados pelos funcionários.

“Hoje é Dia do Servidor. Olha os servidores aqui, olha os repórteres aqui. Como é que eles ficam nessa situação? Não tem uma sala para um repórter, não tem uma sala para o servidor. É um absurdo”, criticou.

Durante o pronunciamento, o vereador também mencionou que alguns parlamentares haviam justificado a ausência e que outros estavam chegando à Câmara. Ele citou os vereadores Lucilene, André Camargo e Mustafa ao defender que o acordo interno sobre o horário de chegada fosse considerado antes da decisão de não abrir a sessão.

“Por que essa pressa de cancelar, de não abrir a sessão? Eu queria saber por que essa pressa”, questionou.