Rio Branco, AC,12 de junho de 2026 12:20
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Minoru, Angelim e Thiago Caetano devem protagonizar eleições à prefeitura de Rio Branco

As eleições municipais de 2020 serão um termômetro de avaliação dos atuais governos do Acre e do Brasil. Os resultados devem afetar as posturas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) assim como do governador Gladson Cameli (Progressistas) nos dois anos que faltarão para concluírem seus mandatos. As eleições municipais estabelecerão o mapa político do país e do Estado antes do pleito geral de 2022. Como o presidente e o governador do Acre já declaram vontade de concorrerem à reeleição então irão se esforçar para os seus aliados serem bem sucedidos nos testes de 2020.

Rio Branco é a cereja do bolo
O Acre tem 22 municípios, mas a eleição da Capital é a mais simbólica politicamente falando. Primeiro porque interfere no mapa político nacional e segundo porque a gestão de Rio Branco poderá se tornar ou não um complemento do Governo do Estado. Nesse aspecto, não acredito que o governador Gladson Cameli deixará de indicar um candidato da sua confiança.

Protagonistas
Fazendo um exercício de futurologia baseado nos movimentos políticos do momento prevejo três nomes que poderão se destacar nas eleições de Rio Branco. Meu palpite é o ex-reitor da UFAC Minoru Kimpara, provavelmente pelo PSDB, o ex-prefeito e ex-deputado federal Raimundo Angelim (PT) e o secretário do SEINFRA Thiago Caetano (Progressistas).

A mão do governador
Apesar do próprio secretário do SEINFRA, Thiago Caetano, ter me dito que não deve ser candidato, acho que ele deve mudar de opinião. Mesmo porque algumas fontes políticas próximas ao governador me passaram informações que me levam a crer na sua possível candidatura. Um outro técnico poderá ser indicado até o ano que vem para o seu lugar na SEINFRA. Além do fato que Thiago tem trabalhado o seu nome discretamente tanto dentro do Governo quanto fora. É uma pessoa de confiança do Gladson e poderá receber a bênção para concorrer, com chances reais, à prefeitura de Rio Branco. Se vencer fortalecerá sobremaneira o próprio governador para uma eventual à reeleição.

Empada dos outros
Gladson não vai colocar azeitona na empada alheia. Então o favorito, até agora, Minoru Kimpara deverá concorrer com outras possíveis alianças. Existem rumores que vem de longe de uma dobradinha de Minoru com o vereador da Capital, Emerson Jarude, que poderá se filiar ao MDB. Os dois têm uma grande identificação política e também na maneira de entender a gestão pública. A união desses dois políticos numa chapa “hipotética” PSDB e MDB faria Minoru ainda mais favorito.

Nem tanto ao Céu…
Se obviamente Gladson que ter um prefeito do seu partido, o Progressista, alguém como Minoru não seria de todo mal. Dado ao diálogo, Minoru se alinharia rapidamente ao atual Governo. Mesmo porque é impossível governar um município com tantos problemas como Rio Branco sem o apoio do poder Estadual. Não vejo muitos conflitos caso essa configuração se concretize. Também é fato que um prefeito pode mudar de partido quando quiser e pra um bom entendedor meia palavra basta.

…Nem tanto à terra
Considero o rompimento da deputada federal Mara Rocha (PSDB) com o Governo um erro coletivo do PSDB. Por mais que se atribua à deputada a “contenda” não acredito que não haja outros conselheiros envolvidos. O que aconteceu, na minha opinião, foi uma precipitação. Se o “céu de brigadeiro” permanecesse entre os tucanos e o governador Gladson Cameli seria muito mais fácil conseguir uma aliança na Capital para a disputa da prefeitura. Quem pode colocar “panos quentes” e reverter essa situação é o vice-governador Major Rocha (PSDB). Por mais que se diga que está tudo bem e não houve danos, essa não é a realidade que ouço nos bastidores.

Calma lá…
Agora não adianta nenhum “Zé Mané” só porque está filiado ao Progressistas achar que terá o apoio do governador. Ficar se desgastando nas redes sociais tentando mostrar um personagem que não existe é burrice. Pior ainda atacando os outros. Acredito que o Gladson só vai mesmo apoiar quem tiver chances reais de vitória.

O PT quer ser protagonista
A atual prefeita Socorro Neri (PSB) nunca foi votada diretamente numa eleição. Não se sabe qual queria o seu verdadeiro potencial de votos, caso concorresse à reeleição. O PT não vai pagar pra ver, penso eu. Nos bastidores surgem vários nomes como possíveis candidatos da legenda, em 2020, na Capital. O natural seria o ex-governador e ex-senador Jorge Viana (PT) concorrer em 2020. Mas não creio que queira voltar ao inicio da sua carreira política. E deve ter sonhos maiores para 2022. Então, entre os que são conhecidos da população, Raimundo Angelim, poderá despontar. Teve oito anos de gestão na prefeitura de Rio Branco sem nenhuma denúncia de corrupção. Saiu bem avaliado e deixou dinheiro nos cofres para o seu sucessor Marcus Alexandre (PT).

Esperando pra ver
Muitos petistas apostam nos fracassos dos governos Gladson e Bolsonaro para terem um discurso convincente, em 2020. Outros, ainda magoados pela prefeita Socorro Neri, não querem nem saber se a gestão atual vai ou não dar certo. Mesmo no PSB existem cardeais descontentes. A Socorro, que tem boas intenções, jogou muito mal politicamente, na minha opinião, se pretendia chegar ao final de 2019 com chances de disputar a reeleição. Não soube formar o seu grupo político para entrar ao primeiro time dos políticos acreanos. Os petistas estrelados sabem disso e vão tirar o seu candidato da cartola para os saudosistas dos 20 anos do PT no poder do Acre.

As cartas aos poucos vão se revelando e os eleitores farão as suas apostas. Salve- se quem puder.