Rio Branco, AC,12 de junho de 2026 14:39
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Coronel Ulysses poderá ser o vice de Minoru Kimpara na disputa de Rio Branco

O vice-governador Major Rocha (PSDB) não para as suas articulações com vistas às eleições municipais de 2020, no Acre. Esses dias abriu um canal de conversação para que o Coronel Ulysses Araújo (PSL) integre a chapa majoritária como vice de Minoru Kimpara, que provavelmente se filiará ao PSDB. A resposta do militar, que foi candidato a governador em 2018, só ainda não foi positiva por ele estar envolvido em dois projetos grandes de segurança pública. Um do Governo do Acre, o GEFRON, que será uma unidade especial de atuação contra o crime organizado nas fronteiras acreanas. O outro, diretamente ligado ao Gabinete do Secretário Nacional de Segurança Pública, em Brasília. Mas as possibilidades dessa dobradinha acontecer são enormes. Ulysses está analisando a possibilidade com bons olhos.

Ainda candidato
Ulysses me afirmou que é o candidato oficial do PSL à prefeitura de Rio Branco. Inclusive garante que terá o apoio e o empenho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Mas admite conversar sobre outras alternativas. Essa de compor uma chapa com o ex-reitor da UFAC Minoru, soou bem para Ulysses.

Mais apoio
Ulysses acredita que o Major Rocha conseguirá convencer o governador Gladson Cameli (Progressista) a apoiar essa composição. Nesse caso, a dupla teria a sustentação de dois padrinhos muito fortes politicamente no momento, o presidente Bolsonaro e o governador do Acre.

Chapa forte
Se realmente essa união acontecer não tenho dúvida do favoritismo da chapa. Tanto Ulysses quanto Minoru têm memórias eleitorais recentes, um como candidato ao Governo e o outro ao Senado. Os dois saíram muito bem das eleições de 2018 com votações expressivas na Capital, apesar de não terem sido eleitos.

Chapa forte 2
Outro fator a ser considerado. Tanto o PSDB quanto o PSL terão fundos de financiamento público de campanha atraentes. Ou seja, não faltarão recursos para uma campanha com bastante visibilidade. E não há como se negar que o fator financeiro numa eleição no Acre conta muito.

Mistura ideológica
Essa chapa de Minoru e Ulysses poderá conseguir eleitores de extremos opostos. Tanto aqueles que estão mais à esquerda como os da direita poderão encontrar motivos para escolher a dupla. Sem falar que com o Ulysses ao seu lado essas conversas descabidas de que Minoru ainda mantém ligações com o PT seriam aniquiladas.

Data limite
A resolução de Ulysses em relação ao convite será apenas em janeiro de 2020. Mas pude perceber que se sentiu prestigiado por ser lembrado pelo Major Rocha. Claro que nessa equação Minoru precisa confirmar a sua filiação ao PSDB e aceitar a proposta de ter Ulysses como vice. Mas acho que são questões fáceis de se resolver.

Fora do páreo
Também acho que pelas conversas que ouvi dificilmente o ex-prefeito de Acrelândia Bocalom permanecerá no PSL. A presidência do partido no Acre está nas mãos do Pedro Valério que conta com prestígio do diretório regional e também do Nacional. Se Bocalom sonha em ser candidato a prefeito de Rio Branco no próximo pleito terá que procurar outro partido.

Pesquisas internas
Caiu nas minhas mãos informações sobre uma pesquisa para a prefeitura de Rio Branco feita por um dos melhores institutos do Acre. Não se sabe ainda se será ou não divulgada na mídia. Não tenho os números, mas os nomes que aparecem com chances reais são os de Minoru Kimpara, Roberto Duarte (MDB), Raimundo Angelim (PT) e a atual prefeita Socorro Neri (PSB). Aparentemente são os que tiveram pontuações relevantes junto ao eleitorado.

Muita água por rolar
Obviamente que faltando mais de um ano às eleições municipais muita coisa poderá mudar. Pesquisa não ganha eleição, mas mostra uma radiografia do momento. Existe um grande número de candidatos desejando ser prefeito de Rio Branco. Mas terão que se empenhar bastante para caírem no gosto do eleitorado. Os favoritos estão despontando a cada pesquisa.

Dilema
As minhas fontes dentro do PT estão apostando as fichas na possível candidatura de Angelim. Um nome leve, com duas boas gestões na prefeitura da Capital no currículo. O nome de Jorge Viana (PT) já está descartado. Em relação a atual prefeita, esperam o anúncio oficial da sua desistência de concorrer à reeleição.

Dilema 2
Mas mesmo com a Socorro Neri indo para a disputa da reeleição as chances do PT lançar um candidato independente são enormes. Dentro do partido são poucos que acreditam que mesmo depois da Operação Verão tampando parte dos buracos da cidade Socorro caia no gosto popular. Os desgastes já foram enormes.

Caminhos tortos
Na minha opinião, Socorro Neri errou ao não montar um grupo político próprio. Continuou nas mãos do PT e do PC do B que não veem nela uma liderança política relevante. O fato da sua origem ser MDB e PSDB faz dela uma espécie de “estranha no ninho”. O apoio do PSB não será suficiente e os partidos “nanicos” da FPA já estão procurando outras rotas para as eleições de 2020. Enfim, política não é uma ciência exata. Tudo pode mudar até o ano que vem. Mas a prefeita precisa se preocupar menos com as críticas que recebe nas redes sociais e mais com obras que mostrem ser ela uma boa gestora com condições de permanecer no comando da prefeitura.