Rio Branco, AC,12 de junho de 2026 08:26
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A República do TCE está mais forte do que nunca no Governo Gladson Cameli

O pedido de demissão da secretária da Fazenda Semírames Dias poderia significar o enfraquecimento da chamada República do TCE composta pelos “pupilos” do conselheiro Antônio Malheiros que estão no Governo do Acre. Mas pelas minhas observações é exatamente o contrário. Na segunda, 2, o governador Gladson Cameli (Progressista) teve uma conversa com Semírames e pediu pra ela permanecer no cargo. Ou seja, a mulher vai sair se quiser. E mesmo que saia acredito que será o Malheiros quem deverá indicar a sua substituta. Ao longo desses oito primeiros meses do atual Governo muito se especulou sobre a “possível” queda do todo poderoso Ribamar Trindade, Chefe da Casa Civil. Pura invenção, Ribamar continua muito forte dando as cartas na condução da gestão. Nem um temporal criado pela política poderá derrubá-lo.

Queda de braço
A secretária Semírames pediu a sua demissão sem falar diretamente com o governador. Entregou o pedido numa sexta, quando Gladson estava em agenda em Cruzeiro do Sul. Além disso, levou junto com ela toda a sua equipe. Numa clara queda de braço. Tipo assim: “se as coisas não forem como eu quero, vou sair…” Querendo ou não a mulher criou o cenário perfeito para uma crise dentro do Governo.

Pacote de bondades
Vou tentar passar a percepção de quem tem acompanhado o governador em algumas agendas. Gladson está com a popularidade em alta. Tem recebido muito carinho das pessoas pelas ruas do Acre. Isso o sensibiliza. Então tenta dar uma resposta rápida para a população sofrida. Elabora projetos em benefícios das pessoas, mas deve estar sendo podado na alta pelos que controlam as finanças do Estado. Quando bate o pé a favor do seu povo sofre pressão de uma elite que obviamente quer o Governo voltado para a própria elite e não pro povão. Simples assim…

Exemplo ou Coincidência?
O pedido de demissão da secretária da Fazenda coincidiu com o anúncio do governador Gladson de dar os uniformes escolares para os alunos da rede estadual de ensino e mais uma refeição na merenda escolar por dia. Também com o pagamento escalonado das rescisão dos “nomeados” do governo anterior. Essas bondades pro pessoal da “macroeconomia” não pegam bem.

No entanto…
Vale frisar que esse pessoal que tem origem no TCE (Tribunal de Contas do Estado) é bem resolvido financeiramente. Eles recebem salários bem melhores que os simples mortais. Possuem empregos bem gratificados. Pode ter acontecido algo nos bastidores que ninguém sabe que tenha desagradado a equipe da Fazenda. Portanto, não vou fazer julgamento. Só estou escrevendo sobre as percepções de fatos acessíveis.

Contradição
Mas uma coisa posso afirmar pelas minhas observações. A popularidade pessoal de Gladson Cameli está longe de ser a mesma do seu Governo. Muitas reclamações e posturas inadequadas (elitistas) de grande parte do seu secretariado. Parece que temos um governador rico e humilde. E um monte de gente do primeiro escalão que está pouco se lixando para a população. É aquela máxima de “a farinha é pouca meu pirão primeiro”.

Tempo de orações
Desejo que esse novo Governo acerte o passo. Porque se isso não acontecer são os acreanos que vão sofrer. O que me preocupa é o fato do entorno da gestão ser muito diferente do espírito do governador que está tentando devolver à população todo o carinho que tem recebido. As pressões que está sofrendo são muitas. Se o Gladson não tiver força pra enfrentar esses “falsos conselheiros” que querem que a roda do poder continue girando só a favor da elite então viveremos dias problemáticos no Acre.

Sem loucuras
Obviamente que as finanças do Estado devem ser conduzidas com muito cuidado e conhecimento técnico. Mas não se pode só contingenciar os recursos que chegam aos cofres públicos pensando no futuro, mas esquecendo do presente. O dinheiro precisa circular no Acre. E, por enquanto, a maior fonte ainda é o Estado. Então se fecharem as torneiras o tempo todo muita gente vai morrer de inanição. Haverá uma quebradeira enorme e o desemprego irá aumentar ainda mais. Com isso os índices de violência e marginalidade também crescerão. Não é isso que ninguém quer. Então já passou da hora dessa equipe de Governo dialogar internamente. As intenções do governador me parecem positivas, mas se não houver uma ajuste com a sua gestão certamente viveremos um caos em muito pouco tempo.