Como há unidades de conservação federal na área, o processo de licenciamento não poderia ser realizado pelo governo Gladson Cameli (PP), principal entusiasta do projeto. Caso ocorra esta transferência como sinalizada pelo ministro, a tendência é que todo o processo ocorra de forma célere e em tempo recorde.
“Esse ponto de ligação entre o Brasil e o Peru, através do Acre, será importante para o Brasil como o todo, e pretendemos ajudar o Acre a alcançar esse sonho de desenvolvimento”, afirmou Ricardo Salles durante reunião com parlamentares e empresários do Vale do Juruá.
Além do Parque Nacional da Serra do Divisor, a rodovia também impactará a Terra Indígena Poyanawa, cuja concessão de licença precisa passar pela Fundação Nacional do Índio (Funai), tendo que ter, principalmente, o aval da população que vive no território.
O governo afirma não ter problemas de a estrada cruzar o Parque Nacional da Serra do Divisor, já que o decreto de sua criação, assinado em 16 de junho de 1989 pelo então presidente José Sarney, previa esta possibilidade.
A discussão entre ambientalistas, contudo, está nos imensuráveis impactos ambientais que a rodovia causará numa das últimas regiões da Amazônia mais bem preservadas.





