A manhã desta terça-feira, 30, foi marcada por longas filas, atrasos e reclamações nos pontos de ônibus de Rio Branco. A redução drástica da frota do transporte coletivo, após a apreensão judicial de 50 veículos da empresa Ricco Transportes, comprometeu o funcionamento de diversas linhas e afetou milhares de usuários que dependem diariamente do serviço para chegar ao trabalho, à escola e a compromissos médicos.
A apreensão dos ônibus foi determinada pela Justiça em razão de uma dívida da empresa com uma credora de outro estado. Segundo a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), como o débito não foi quitado, houve decisão judicial autorizando a retirada dos veículos para garantir o cumprimento da obrigação.
A ordem foi cumprida durante a madrugada desta terça-feira, o que, de acordo com a autarquia, impediu a adoção de medidas emergenciais para minimizar os impactos à população antes do início da operação do transporte coletivo.
Com a retirada dos 50 ônibus de circulação, a capacidade de atendimento foi reduzida significativamente, provocando superlotação e aumento do tempo de espera em diversos pontos da capital. Passageiros relataram dificuldades para embarcar e atrasos em seus deslocamentos logo nas primeiras horas do dia.
A RBTrans informou que acompanha a situação e busca alternativas para reduzir os prejuízos causados aos usuários. No entanto, reconheceu que a execução da decisão judicial ocorreu de forma rápida, impossibilitando uma reorganização imediata da operação.
A crise ocorre em um momento delicado para o sistema de transporte coletivo da capital. Segundo a própria autarquia, esta será a última semana de operação da Ricco Transportes em Rio Branco, o que aumenta a preocupação quanto à continuidade do serviço e à capacidade das demais empresas de absorver a demanda deixada pela concessionária.





