O conselheiro Mário Sérgio Neri, do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC), não deixou barato as declarações da conselheira Naluh Gouveia, durante votação do agravo interposto pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) que visava suspender a medida cautelar que sustou os pagamentos referentes à Festa do Trabalhador, realizada pelo governo do Estado, em maio.
Ao votar contra o relatório da conselheira Maria de Jesus Carvalho, que manteve a suspensão dos repasses, Mário Sérgio rebateu Naluh que havia chamado as festas como a Marcha para Jesus de ‘pão e circo’ e servir de cortina de fumaça para os reais problemas do Acre. Na visão dele, a Festa do Trabalhador e a Marcha para Jesus sempre foi aproveitada politicamente por todos os governadores que antecederam Mailza Assis.
“Eu divirjo das conclusões e voto acatando a proposição do nobre arguinte, doutor Lucas, porque essas festas do trabalhador, tem carnaval, tem as exposições e tudo mais fazem parte de um processo antigo. Desde que eu me conheço, essas festas acontecem. Não o evento da Marcha para Jesus que veio depois, mas desde que ele surgiu, foi abraçado pelo Estado. Tem até lei específica a esse respeito. E, aconteceram sob todos os mandatos que eu vi transcorrem, todas as matizes políticas. Todas. Se há um circo nisso aí, foi por todos aproveitados”, ressaltou.





