Rio Branco, AC, 16 de julho de 2026 18:40
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AGRO 02

Governo dos EUA amplia barreiras comerciais contra o Brasil, mas isenta itens do agronegócio

A nova política comercial anunciada pelos Estados Unidos trouxe um cenário de impactos distintos para as exportações brasileiras. Embora Washington tenha confirmado a cobrança de uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de mercadorias importadas do Brasil, alguns dos principais produtos do agronegócio nacional ficaram fora da medida.

Entre os itens preservados estão o café, a carne bovina, as laranjas, o suco de laranja, além de petróleo e derivados, componentes da indústria aeronáutica, minerais estratégicos e outras matérias-primas consideradas essenciais para a economia norte-americana. A decisão leva em conta a forte dependência do mercado americano desses produtos, cuja taxação poderia elevar custos para empresas e consumidores dos Estados Unidos.

Por outro lado, diversos segmentos da indústria brasileira devem sentir os efeitos da nova política tarifária. Produtos manufaturados, máquinas, equipamentos, madeira, derivados e o etanol brasileiro permanecem entre os itens sujeitos à sobretaxa, o que pode reduzir a competitividade das exportações para o mercado norte-americano.

De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, a manutenção da tarifa sobre o etanol está relacionada a questões de acesso ao mercado brasileiro, um dos pontos analisados durante a investigação comercial conduzida pelo governo americano.

A sobretaxa faz parte de um processo baseado na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. A investigação concluiu que determinadas políticas adotadas pelo Brasil representariam obstáculos ao comércio americano, citando temas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais e questões ambientais ligadas ao desmatamento.

Apesar da abrangência da medida, a exclusão de produtos considerados estratégicos demonstra a preocupação do governo norte-americano em evitar impactos sobre o abastecimento interno e uma possível pressão inflacionária em setores essenciais da economia dos Estados Unidos.