Tem um ditado popular que diz que quando nasce uma criança bonita todos querem ser os pais. Essa analogia serve para a candidata à reeleição Mailza Assis (PP) que disputa o segundo turno no domingo,25, com possibilidades reais de vencer as eleições, segundo o que apontam as mais recentes pesquisas.
No entanto, se a gente fizer uma viagem no tempo vamos constatar que nem sempre foi assim. Ela enfrentou a desconfiança de vários setores políticos e partidários em relação ao seu potencial eleitoral para dar continuidade ao governo de Gladson Cameli (PP).
A primeira questão que gerava dúvidas era o fato de nunca ter sido testada diretamente nas urnas. Assumiu o Senado depois de ter sido suplente e o governo por ser vice de um político popular e carismático como Gladson.
Mas apesar das “desconfianças” no período em que esteve no governo não surgiu nenhum nome que poderia ser considerado o “plano B”. Então os esforços foram para viabilizar a sua candidatura. E começou um planejamento que deu certo.
Na minha opinião, o primeiro passo que realmente teve um efeito positivo foi a iniciativa do secretário de governo Luiz Calixto de torná-la conhecida dentro do próprio governo. Ela começou a ser apresentada dentro das secretarias e autarquias. Estreitou-se o contato com a vice que pode conversar diretamente com milhares de servidores.
Essa foi uma importante base para tornar a candidatura da Mailza competitiva. O movimento teve início há cerca de três anos de maneira discreta e institucional. A Mailza se tornou uma vice presente dentro do governo e conquistou milhares de servidores que foram multiplicadores das suas pretensões de seguir comandando o estado.
Obviamente que posteriormente surgiram vários outros fatores que fortaleceram a sua candidatura. O seu jeito humilde e atencioso de lidar com as pessoas e o respeito à hierarquia dentro do governo. Mailza nunca tentou tirar o protagonismo do governador Gladson Cameli. Ela soube esperar com paciência o seu momento chegar.
Claro que com a proximidade das eleições outras providências foram tomadas. Uma boa articulação política que lhe rendeu o apoio da grande maioria dos prefeitos do Acre. Uma comunicação bem elaborada no período eleitoral e a manutenção das suas potencialidades pessoais, sem tentar inventar uma personagem. Além da escolha de Jéssica Sales (MDB) como a sua vice na chapa que ajudou a alavancar a sua candidatura.
Quero destacar que pesquisa aponta tendências, mas não elege ninguém. O resultado das eleições do Acre para o governo estará escrito nas urnas, no domingo 25, segundo a vontade dos cidadãos e cidadãs que deve ser respeitada. Mas de qualquer maneira Mailza já conseguiu muito mais do que se imaginava dela por alguns setores do próprio governo.
Foi a mais votada no primeiro turno deixando uma diferença de 27 mil votos para o seu adversário Alan Rick (Republicanos) tentar reverter. Uma candidata competitiva que poderá se tornar a primeira governadora eleita nas urnas e com um nível popularidade surpreendente.





