O próprio governador Gladson Cameli (Progressista) já percebeu o movimento de alguns dos seus aliados tentando lotear o poder. Tanto que tem reclamado em algumas entrevistas do “fogo amigo” que corre solto nas secretarias estaduais. Muitos dos gestores preferem dar satisfações aos grupos políticos a que pertencem ao invés do governador. Também são poucos que atendem a imprensa, os deputados e menos ainda o povo. É uma arrogância que lembra muito bem os secretários de algumas pastas dos governos antecessores da FPA. Sem falar na “ciumeira” de todos contra todos para parecerem importantes. Se o governador Gladson Cameli não der uma freada no ego desse pessoal poderá ter o seu projeto de governabilidade comprometido em muito pouco tempo. Como me disse um amigo, estão empoderando pessoas que podem acabar com a gestão. Se faz urgente uma reunião com todo o secretariado para se restabelecer quem realmente manda nesse Governo.
Paradoxo
Pode parecer mentira, mas a pessoa mais fácil de ser acessada nesse atual Governo é o próprio governador Gladson Cameli. Alguns secretários se acham as “rainhas da Inglaterra” encasteladas nas suas secretarias dando ordens aos vassalos enquanto o povo espera por soluções urgentes na saúde, na segurança pública e na geração de emprego.
A voz do outro
Identifico claramente alguns nichos políticos nesse Governo a concorrer com quem realmente foi eleito pelos acreanos para exercer o poder. São lideranças que tentam se impor para conseguirem as benesses. Alguns mais discretos e pacientes e outros mais “gulosos” por cargos e poder.
Capitanias hereditárias
A lista de personalidades que gravita em torno do poder do Governo é enorme. Mas os principais são o vice-governador Major Rocha (PSDB), ex-prefeito Vagner Sales (MDB), deputado estadual José Bestene (Progressista), deputado federal Flaviano Melo (MDB), senador Márcio Bittar (MDB), deputada federal Wanda Milani (SD), senador Sérgio Petecão (PSD), entre outros caciques de tribos menores.
Disputa antecipada
As ciumeiras e “declarações de amor” entre o deputado estadual Roberto Duarte (MDB) e o secretário da Seinfra Thiago Caetano (Progressistas) tem um único motivo: a disputa da prefeitura de Rio Branco. Os dois são e não são candidatos ao mesmo tempo. Dependendo das previsões futuristas do jogo político.
Não vão…
Por falar em disputas municipais os nomes de dois deputados federais sempre são citados como possíveis concorrentes, deputada Jéssica Sales (MDB) e deputado Alan Rick (DEM). Não acredito que nenhum dos dois serão candidatos em 2020. Eles têm mandatos federais bastante relevantes e não trocariam o “paraíso” da Câmara pelo inferno das prefeituras de Cruzeiro do Sul e Rio Branco.
Poucas chances
Exonerado do MAPA Luziel Carvalho acredita que será candidato à prefeitura de Rio Branco pelo Progressista do governador Gladson Cameli. Pelas minhas análises as chances são muito poucas. Mesmo porque o governador irá analisar muito bem candidaturas para apoiar. Só vai entrar em campo numa nova eleição com quem possa ajudar a ele mesmo para uma futura disputa à reeleição.
Tiro no pé
A sabatina da secretária de saúde Mônica Feres na ALEAC teve momentos contrastantes. Enquanto ela declarou que 80% dos servidores da saúde estão fazendo “corpo mole” no serviço o presidente do sindicato da categoria Adailton Cruz garantiu que tem servidores passando fome e sofrendo de doenças graves sem o adequado tratamento. Isso dentro da pasta da Saúde.
Ponderação
A prefeita de Rio Branco e presidente da AMAC Socorro Neri (PSB) me mandou uma mensagem questionando uma nota da coluna. Segundo ela, o Fundo de Participação (FPM) é transparência constitucional para os municípios e, portanto, receita própria. Isso colocaria as investigações sobre possíveis irregularidades da AMAC, instituição mantida por verbas das prefeituras, no âmbito do TCE e não do TCU.

