Rio Branco, AC,12 de junho de 2026 02:22
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Bocalom volta à cena política prometendo fidelidade ao Governo de Gladson Cameli

Tive na manhã desta segunda, 15, uma longa conversa com o Tião Bocalom, recentemente nomeado diretor da EMATER. Ele está muito animado com o novo cargo governamental. Acredita que terá a oportunidade de contribuir com o governador Gladson Cameli (Progressista) para colocar em prática o seu projeto Produzir para Empregar, com o qual disputou duas vezes o Governo do Acre e a prefeitura de Rio Branco. No compasso de espera de uma possível cassação do deputado federal Manoel Marcos (PRB), no TSE, para assumir a vaga, Bocalom está num momento muito positivo. O que me chamou atenção no nosso bate-papo foi a sua resposta quando lhe perguntei sobre uma possível candidatura à prefeitura de Rio Branco: “Agora, faço parte de uma equipe de governo e tenho que esperar para ver o que o Governador Gladson Cameli vai decidir sobre a eleição na Capital,” afirmou.

Acompanhe o bate-papo com o Bocalom:

Nelson Liano Jr. – Bocalom o senhor sempre dá muito pauta à imprensa. E agora temos mais uma em meio à polêmica de uma possível cassação do mandato do deputado federal Manoel Marcos, já cassado no TRE-AC, enquanto espera o resultado em Brasília, e o senhor poderá assumir a vaga. Como que está a vida Bocalom entre o balanço de poder se tornar deputado federal e o seu recente cargo nomeado pelo Governo na EMATER?

Bocalom – Estou num novo desafio. Há muitos anos que não tenho mandato. E estou grato com essa oportunidade que o governador Gladson Cameli me deu no sentido de ajudar o Paulo Wadt (secretário de agronegócios) e toda a equipe a desenvolver a nossa produção, conforme venho falando há tanto tempo. Mas como você disse também existe a perspectiva de eu assumir o mandato de federal. Na primeira instância já ganhamos de seis a zero. Agora, em Brasília, ninguém sabe se isso poderá demorar. Mas a minha intenção é fazer aqui na prática acontecer aquilo que venho defendendo do Produzir para Empregar. A EMATER é assistência técnica e não existirá produção sem esse auxílio aos nossos produtores. O governador Gladson Cameli quer que a nossa economia seja baseada na nossa terra, com o agronegócio.

Nelson Liano Jr. – Quando se fala em agronegócio se faz uma associação muito forte com a soja. Pelo que entendo não é só a soja. E também o fato de haver o agronegócio não viabiliza as produções florestais?

Bocalom – A floresta também vem da terra. Agro é terra. Muita gente pensa que por causa da soja se vai devastar tudo. Negativo. Ao contrário, a soja é só mais uma alternativa dentro do agronegócio. Na realidade, o que se faz de produção na floresta também é agro porque vem da terra. Nós queremos produzir pelo menos o básico que a gente come, o arroz, o feijão, o milho, porque Rondônia e o Mato Grosso produzem. E por que a gente não pode produzir? Por que temos que gerar empregos lá fora? Essa é a discussão que sempre tive. Nós temos a oportunidade, a segunda melhor terra do Brasil, e temos que produzir. A soja e o milho em produção de grande escala poderá ajudar. Vamos trabalhar com agricultura familiar, e também com os grande produtores e pecuaristas. Temos que dar oportunidade a todos que querem gerar trabalho e renda no nosso Estado. A riqueza no Acre só poderá ser multiplicada através da nossa terra.

Nelson Liano Jr. – Vamos entrar na política. O senhor é do PSL do presidente Bolsonaro e não apoiou a candidatura do Gladson Cameli, em 2018, por divergências. Essas diferenças foram aplainadas? E o PSL está fazendo uma conversão ao atual Governo?

Bocalom – A minha estada no Governo Gladson Cameli não tem nada a ver com o PSL. O Gladson quando ganhou as eleições, em novembro de 2018, me chamou no seu Gabinete do Senado, em Brasília, antes de assumir, e fez o convite pra vir compor no Governo dele. Se a gente for se lembrar durante a campanha eu sempre dizia que o nosso adversário era o PT e o seu modelo de desenvolvimento. O Gladson defendeu o projeto do agronegócio na campanha. Se eu defendo isso há mais de 30 anos e o Governo dele quer colocar em prática e me chamam pra ajudar nesse projeto, como uma pessoa que conhece da área, tenho que ajudar. Mas a minha vinda não tem nada a ver com PSL.

Nelson Liano Jr. – Quando se fala em eleições no Acre sempre vem o nome do Bocalom. Virou uma tradição. Agora, já se especula sobre a disputa da prefeitura de Rio Branco, em 2020, e o seu nome veio naturalmente à tona como um possível candidato. O quê o senhor está pensando a respeito dessa disputa?

Bocalom – Antes de assumir uma função no Governo é claro que eu dizia que o meu nome estava à disposição. Mas agora eu assumi um cargo governamental e antes de tomar qualquer posição preciso ver a posição do Governo. Faço parte de um time que não pode jogar pra perder, mas pra ganhar. Acredito muito que o governador Gladson Cameli que me deu essa oportunidade pra ajudar a desenvolver o Acre. A questão política é melhor deixar um pouco mais pra frente.