Rio Branco, AC,11 de junho de 2026 19:26
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Ex-vereador Cabide tem a humildade de reconhecer que não serve para ser prefeito

Tem uma canção do Raul Seixas que diz assim: “Mamãe não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito…” O ex-vereador de Rio Branco Cabide, um dos personagens mais folclóricos da política acreana, pensa igual. Ele atuou na Câmara da Capital entre 2009 e 2012, não concorreu à reeleição, mas continuou a militar politicamente pelos bairros da cidade. Agora, aos 59 anos pensa em retornar ao cargo de vereador, em 2020. Muito popular, enquanto eu conversava com ele em frente ao prédio da ALEAC várias pessoas vieram cumprimenta-lo e promoter os seus votos e de familiares nas próximas eleições. Mas Cabide não se impressiona com o apoio das pessoas: “Nem que eu tivesse uma grande estrutura de campanha não seria candidato a prefeito de Rio Branco. Isso nunca nem passou pela minha cabeça. Sei que o meu lugar pra trabalhar é na Câmara de Vereadores,” afirmou. Cabide está saindo do DEM e deverá se filiar ao PSDC, já pensando na próxima eleição.

Fã do Tijolinho
Quem não se lembra do Tijolinho que foi candidato a governador do Acre, em 2010? O homem que queria fazer uma grande produção de “bamburres” pra alavancar a economia do Estado. Pois Cabide ainda devota muita admiração pelo Tijolinho. Tanto que me contou que entrou na Justiça para que o projeto de pavimentar todas as ruas acreanas fosse realizado. Quando pergunto se estaria falando do Ruas do Povo, um dos principais cavalos de batalha do ex-governador Tião Viana (PT), Cabide tem a resposta na ponta da língua: “Esse projeto era do Tijolinho e se apropriaram dele,” garante. Mas não tem mágoas de ninguém porque pra ele o importante é que o projeto tenha saído do papel.

Sobrevivência
Quis saber do que vive o Cabide atualmente. Pelo que entendi, nos tempos das “vacas gordas” da Câmara ajudou um sobrinho seu a financiar um carro. Agora, o parente lhe dá uma quantia em dinheiro mensalmente em sinal de gratidão. Cabide também tem lutado para conseguir se aposentar provando o tempo de serviço em diversas profissões que exerceu.

Opinioso
Cabide também foi curto e grosso ao comentar o Governo do Gladson Cameli. “É muito cedo ainda pra gente poder avaliar. Tem que dar tempo ao tempo pra gente poder dizer se é bom ou ruim,” diz ele. Assim nessa simplicidade lá vai o Cabide cumprimentando todo mundo e se preparando pra próxima campanha.

Forte nas redes
Cabide também me revelou que cresceu muito o número dos seus admiradores graças ao seu Facebook. Ele se orgulha de ter quase três mil seguidores. Mas admite que não entende muito dessa “coisa” de redes sociais. Tanto que não atualiza a sua página há muito tempo. Mesmo assim está esperançoso de ter uma grande performance nas próximas eleições.

Disputa entre anões
Logo depois que conversei com o Cabide encontrei na rua o Montana Jack (PSD), um dos fiéis escudeiros do senador Sérgio Petecão (PSD). Falamos rapidamente. Eu avisei ao Montana que teria a concorrência para a disputa de vereadores do Cabide. Mas ele pareceu não se importar. “Rapaz é muito bom o Cabide também ser candidato. Isso vai me ajudar muito,” disse Montana. Não entendi direito as razões, mas vida que segue no Reino dos Anões.