Rio Branco, AC,12 de junho de 2026 06:00
Home / BLOGS E COLUNAS / Bate-Papo / O sim de Minoru ao PSDB para ser o candidato a prefeito da Capital 

O sim de Minoru ao PSDB para ser o candidato a prefeito da Capital 

Depois da divulgação da pesquisa Real Time Big Data conversei longamente com o ex-reitor da UFAC e ex-candidato ao Senado, em 2018, Minoru Kimpara. Ele aparece liderando a primeira sondagem divulgada pela TV Gazeta na corrida à prefeitura de Rio Branco, em 2020. Minoru não se disse surpreso com os números. “Eu tenho andado muito nas igrejas, nos mercados e nos bairros da cidade. As pessoas têm me incentivado a ser candidato à prefeitura. Elas demonstram, sobretudo, confiança no meu trabalho depois daquilo que realizei como reitor da UFAC. Então acho natural ter essa simpatia e apoio que se materializou nos números da pesquisa,” afirmou Minoru.

Casamento “tucano” marcado
Perguntei ao Minoru sobre os diversos convites que recebeu para se filiar a diferentes partidos, principalmente, do MDB e do PSDB. Ele respondeu:
“Eu quero frisar que não procurei nenhum partido. Mas fui bastante procurado. Conversei com todos porque sou um homem de diálogo. Isso, inclusive, marcou o meu estilo de gestor na Universidade. Mas posso afirmar que as conversas que estão mais adiantadas realmente são com o PSDB. Ainda não bati o martelo. No entanto, o processo de namoro, noivado já passou e estamos muito perto de um casamento,” adiantou Kimpara.

Saindo da Rede
Minoru não esconde o carinho que tem pela Rede de Marina Silva. Mas está consciente de que se quiser ser competitivo para disputar a prefeitura de Rio Branco precisará de uma estrutura partidária maior.

“Não acredito que o momento político seja para extremos, nem à direita e nem à esquerda. Além disso, a Rede não alcançou a cláusula de barreira nas eleições de 2018 e isso complica ainda mais. Sem falar que se eu disputar a prefeitura e ganhar precisarei de apoio político para fazer uma boa gestão. Para isso é preciso ter diálogo com o Governo Federal e o Governo Estadual. Nesse sentido o PSDB tem o Rocha de vice no Acre e a Mara Rocha como uma deputada federal representativa, em Brasília,” salientou o ex-reitor.

Questão de tempo
Na minha opinião, baseado na conversa com Minoru, o PSDB pode começar as suas articulações para ter um candidato próprio e competitivo à prefeitura de Rio Branco, em 2020. O ex-reitor, que teve uma votação significativa para senador na Capital, já está com a aliança no bolso para se instalar e começar a lua de mel no ninho tucano. Mesmo dizendo que ainda não bateu o martelo, ele próprio, vê muitas vantagens em escolher o PSDB para gestar a sua candidatura à prefeitura. Então não acredito num recuo. Minoru Kimpara será o candidato do PSDB.

Estratégico
O vice governador Major Rocha e a deputada federal Mara Rocha só têm a ganhar com a candidatura de Minoru à prefeitura. Não precisarão abandonar os cargos eletivos que conseguiram nas últimas eleições e poderão fortalecer o PSDB acreano caso consigam elegê-lo prefeito da Capital. Isso nacionalmente conta muito.

Vantagens
Por outro lado, Minoru Kimpara indo para o PSDB garantirá tempo de rádio e televisão durante a campanha e a estrutura de um grande partido nacional que tem um fundo partidário considerável. É o tipo de casamento que tem tudo para todos seres felizes para sempre.

Agonia adiada
Na onda de cassações pelo TRE-AC o deputado Fagner Calegário (sem partido) escapou. Pelo menos por enquanto. O seu julgamento que aconteceria nesta terça, 11, foi adiado. Calegário terá mais um tempo para respirar aliviado e se articular juridicamente para evitar a sua cassação.

Sem decisão
Conversei com o Calegário sobre a possibilidade de se filiar ao Solidariedade. Ele confirmou que tem participado de algumas agendas com a deputada federal Vanda Milani(SD) e que tem muita afinidade com o filho dela, André. Mas ainda não se decidiu. Disse que foi sondado pelo senador Sérgio Petecão (PSD) e recebeu convite do próprio governador Gladson Cameli (PP) para se filiar no Progressistas.

Alegre e satisfeito
O deputado estadual Josa da Farmácia (Podemos) voltou muito feliz de Brasília. Ele foi cassado pelo TRE-AC e recorreu ao TSE. Pelo que conversou com a sua banca de advogados está otimista para reverter a situação. Josa tem convicção de que não existem provas concretas para cassá-lo em definitivo.

Confusão doida
Existem muitas teses para se saber quem vai ocupar a vaga de deputado federal caso a cassação do Pastor Manoel Marcos (PRB) se confirme pelo TSE. Se os votos forem anulados entram no páreo o Bocalom (PSL) e o Léo de Brito (PT). Se os votos continuarem válidos o suplente, atual vereador de Rio Branco, Railson (Podemos), ocupará a vaga. Agora, deixando bem claro que tudo isso depende de uma decisão do TSE que pode demorar muito a acontecer. Ou mesmo reverter a cassação do Manoel Marcos. Por isso, melhor cada um cuidar da sua vida e não ficar contando com o ovo no … da galinha antes do tempo.