A previsão é que Cruzeiro do Sul terá uma das eleições mais disputadas da sua história, em 2020. Ainda faltando um ano para a campanha tenho acompanhado as articulações políticas de três grupos fortes que pretendem fazer o prefeito do município. Tudo indica para uma disputa de arrepiar com a participação das lideranças do atual prefeito Ilderlei Cordeiro (Progressista), e dos dois ex, Vagner Sales (MDB) e César Messias (PSB). Não necessariamente os próprios “caciques” serão os candidatos, mas devem indicar os seus candidatos. Numa análise rápida, Ilderlei conseguiu mudar os rumos da sua gestão e entra com chances reais. Ele tem dito que sua ambição maior é disputar o Senado, em 2022, mas se não for à reeleição deverá indicar alguém da sua confiança. Por outro lado, Vagner não será o candidato devido aos problemas com processos que “bloquearam” temporariamente os seus direitos políticos. No entanto, poderá indicar o filho Fagner Sales (MDB) ou o procurador Jonathan Donadoni (MDB) para entrarem na eleição. A surpresa é César Messias estar chamando forças políticas para conversarem sobre a disputa da prefeitura. Não acredito que ele pessoalmente queira ser candidato, como alguns fontes garantem. Mas deverá escolher alguém da FPA pra entrar na “batalha”, em 2020. Não tenho dúvida que será uma campanha muito disputada em Cruzeiro do Sul. Façam suas apostas.
Fator Gladson
O governador Gladson Cameli (Progressista) tem declarado que apoiará Ilderlei à reeleição. No entanto, mantém boas relações políticas também com Vagner Sales. A sua decisão será importante para uma avaliação das chances reais de cada um dos candidatos. Quem tiver o apoio do governador entra com vantagem na eleição.
Não está morto
César Messias estranhamente não fez uma campanha forte para a sua reeleição como deputado federal, em 2018. Mas tem ainda muita representatividade política como presidente regional do PSB. Certamente não terá o apoio do primo Gladson Cameli, mas se unir os “escombros” da FPA, em Cruzeiro do Sul, correrá por fora numa eleição de apenas um turno.
Turno imprevisível
Uma eleição num colégio eleitoral com cerca de 70 mil eleitores em apenas um turno poderá ter um resultado surpreendente. Dependendo do número de candidatos alguém com apenas 25% ou 30% dos votos poderá se eleger. Esse é o caso de Cruzeiro do Sul. Se ninguém disparar de votos o resultado se torna totalmente imprevisível.
Prudência
O governador Gladson declarou pra mim que tem pensado seriamente em deixar o Progressista. Se isso realmente acontecer o prefeito Ilderlei Cordeiro, se quiser o seu apoio, deverá seguir pelo mesmo caminho. Os dois são amigos de infância e têm uma identidade política grande desde sempre.
Rumo ignorado
Gladson não me revelou qual o partido que pretende se filiar, caso deixe o atual. Mas certamente não irá para o MDB. Ali já existem caciques suficientes como o deputado federal Flaviano Melo e o próprio Vagner. Sem falar que um dos maiores desafetos de Gladson na ALEAC tem sido o deputado estadual medebista Roberto Duarte (MDB).
Fortalecido
As desavenças de Gladson com alguns setores do MDB e, sobretudo, com correligionários do Progressista têm fortalecido no Governo o vice Major Rocha (PSDB). Por seu lado, o tucano resolveu adotar a linha paz e amor. Percebeu que algumas lideranças políticas que disputavam espaço com ele se enfraqueceram. Assim, se souber levar, poderá fortalecer ainda mais o PSDB no Acre.
Quase resolvido
O entrave para os tucanos é a “briga” da deputada federal Mara Rocha (PSDB) com o governador. Mas algumas fontes ligadas ao partido me garantem que o dia dos dois fumarem o “cachimbo da paz” está muito próximo. Se essa querela for resolvida os tucanos poderão voar em céu de brigadeiro os próximos três anos.
Paz e tranquilidade
Ter o vice “amarrado” ao seu lado é uma tranquilidade para o governador Gladson Cameli realizar os seus planos de gestão. As previsões de rompimento entre Rocha e Gladson não se concretizaram. Os dois parecem estar cada vez mais unidos. É aquela história de que cada um escolhe quem quer pra brigar. E quando um não quer dois não brigam. Nesse caso, parece que ninguém quer briga. Gladson e Rocha só têm a ganhar se cada um respeitar o seu quadrado.

