Tenho observado o novo Governo do Acre desde o começo. Um princípio muito turbulento com a disputa dos cargos pelas lideranças políticas e partidos. Mas a partir de maio a impressão é que a gestão engrenou. Isso porque o eleito para missão de tocar o destino do Estado Gladson Cameli (Progressista) assumiu o seu papel de governador. Ao contrário do que alguns imaginavam ele tomou pra si a responsabilidade e fez valer a faixa. Evidentemente que isso desagradou muita gente tanto da política quanto da gestão. Aquele que parecia ser facilmente manipulável resolveu bater na mesa e fazer valer a sua autoridade de governador. Acertando ou errando Gladson traçou metas e deixou de ouvir vozes do Apocalipse que queriam mandar através dos bastidores. A manipulação política se esvaziou pelo carisma e determinação do governador e isso gerou frustração em muita gente que pensava que iria governar mesmo sem um único voto.
Pé na estrada
Acompanhei o Gladson em algumas poucas viagens. Ele tem mantido um discurso coerente. Tem ouvido mais os anseios das pessoas do que das vozes internas do Governo. Quer dar uma resposta positiva pra quem o elegeu. E isso está criando problemas com gente da gestão e da política com propósitos bem pessoais.
Fogo amigo
Hoje o maior problema de Gladson é dentro, entre os aliados. Porque na visão externa goza de uma grande popularidade exatamente pela sua intenção de ser um instrumento de mudanças para o Acre. E a resistência para mudar das elites sempre é imensa. Tem gente próxima do governador muito mais preocupada com as vantagens e benesses pessoais do que coletivas.
O tempo é o Senhor do destino
Se essa inspiração para ser de fato o governador do Acre vai levar o Gladson onde pretende chegar ninguém sabe. Existe uma questão delicada. A popularidade pessoal do Cameli é infinitamente maior que a do seu Governo. E aí existe um perigo. Será necessário urgente um ajuste pra que as duas coisas se harmonizem.
Reforma
A equipe do atual Governo ainda está se ajustando. Gladson precisará fazer outra pequena reforma administrativa. Tem que colocar pessoas que estejam sintonizadas com seu estilo de governar e as suas metas. Se isso acontecer o povo acreano poderá se contentar com as transformações que espera na saúde, na segurança, na educação e na geração de emprego e renda.

