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Os bastidores políticos estão pegando fogo no Acre. As denúncias brotam como o café nas plantações estado afora. Como diz o jornalista Gerson Camarotti: conversando com um gestor de um órgão público do Estado, ficou evidente que, caso não haja nenhuma denúncia, “os apoiadores de políticos na disputa vão criar e passar à frente”.
Uma dessas denúncias, segundo o gestor, é que a governadora Mailza Assis, do Progressistas, teria retirado as máquinas que estavam trabalhando no município de Senador Guiomard, por decisão política. Com documentos oficiais nas mãos, o homem dos ramais destaca que a realidade seria bem diferente das denúncias apresentadas.
“As máquinas são cedidas ao município e, enquanto permanecem à disposição da Prefeitura, a responsabilidade pela guarda, conservação e manutenção dos equipamentos é do município, conforme as condições estabelecidas no termo de cessão. Esses equipamentos não foram tomados; eles foram para manutenção”, destaca o gestor.
E o blogueiro pergunta: qual político praticaria um ato desse tipo em pleno período eleitoral? Eu mesmo respondo: meus três leitores, nenhum. Segundo o órgão público responsável pela manutenção dos ramais no Estado, foi realizada uma vistoria em julho, na qual foram encontradas máquinas em péssimas condições de conservação e problemas mecânicos.
O gestor informou que, na vistoria técnica, “foi encontrada uma pá carregadeira que estava sem pneu, com para-brisa quebrado, vidro trincado, vazamento de óleo, sem retrovisores e sem lubrificação adequada, sendo considerada impossibilitada de operar. A retroescavadeira apresentava desgaste de pneu, problemas no sistema de freio, ar-condicionado inoperante, falta de lubrificação e vazamento de óleo”.
Outro equipamento que apresentava defeito era um caminhão que apresentava vazamentos, lanternas danificadas, ausência de estepe, grade frontal quebrada, retrovisores avariados e outros problemas. Enfim, os equipamentos não ofereciam condições de uso e colocavam trabalhadores em risco.
Ao contrário do que se tornou público nas denúncias, a questão não estaria ligada a perseguição política, já que as máquinas não foram simplesmente “retiradas do Quinari, deixando a zona rural desassistida. “Elas foram recolhidas diante das condições encontradas na vistoria e da necessidade de manutenção e recuperação dos equipamentos”, destaca o gestor público.
Certos casos precisam ser tratados com a seriedade que merecem. Cá para nós, o patrimônio público precisa ser bem tratado, já que esses equipamentos são pagos pelos tributos do judiado contribuinte. Ferramenta política para essa época é o Fundo Eleitoral, que, apesar de sair do bolso do povo, pode ser usado nas estripulias políticas de cada candidato.
É preciso lembrar que as máquinas pesadas precisam de manutenção preventiva, conservação e responsabilidade, já que atuam em áreas degradadas e de difícil acesso enfrentando as condições mais hostis possíveis. “Quando o Estado disponibiliza um equipamento para auxiliar o município, espera-se que ele seja devolvido em condições adequadas de uso”, reforça o gestor.
Segundo a fonte do blog, o documento oficial que demonstra os verdadeiros motivos do recolhimento dos equipamentos na Terra do Amendoim é público e pode ser consultado por qualquer cidadão. “O documento é público. Antes de o cidadão acreditar em manchetes ou narrativas políticas, leia o documento, veja as condições dos equipamentos e tire suas próprias conclusões. O povo merece informação, não desinformação.
E aí, meus três leitores ficaram curiosos para saber quem é o gestor? Eu digo: é o engenheiro civil Carlos Geovane.





