O ex-governador Tião Viana disse que não recebeu nenhuma ajuda do empresário Eládio Camelí, pai de Gladson Camelí, na eleição de 2014, ao contrário do que afirmou o senador Marcio Bittar (PL) no Papo Informal da quinta-feira (15) ao dizer que tem mágoa do empreiteiro por ter ajudado o então governador petista que concorria a reeleição. Tião acabou derrotando o político bolsonarista no segundo daquele pleito.
Grafando o nome de Bittar com iniciais minúsculas, Tião postou: “marcio bittar invoca, sem a menor necessidade, um rancor contra seu aliado Gladson Cameli ( até o dia da eleição), lembrando o poeta Augusto dos Anjos: ” a mão que afaga é a mesma que apedreja”….
E para desviar da atitude meão do seu núcleo em agredir uma geração inteira de universitários respeitáveis e repletos de futuro no Brasil democrático, apresenta ardiloso comentário sobre mim e o octagenário empresário e pai de GC, ao dizer que Eládio teria me ” ajudado” em 2014 ( eleição).
Tão somente, trata-se de perjúrio seu, marcio, pois sequer conversei com o pai de Gladson naquele ano. Espero que você tenha a envergadura de um Senador e ajude o sofrido Acre. Sem ressentimento. Sucesso na vida”.
O que disse Bittar
O senador reeleito Marcio Bittar revelou durante o Papo Informal duas mágoas que ele carrega consigo por causa de política: uma do pai do ex-governador Gladson Camelí, seu Eládio Camelí, pelo apoio do empresário ao então candidato à reeleição ao governo Acre, Tião Viana, em 2014, à época adversário de Bittar.
Ele rememorou que naquela eleição fez uma dobradinha com Gladson, que acabou eleito para o Senado. A disputa foi para o 2º turno, mas segundo Marcio, o patriarca da família Camelí apoiou o candidato petista.
“É porque a política, a eleição, ela revela o que há de melhor no homem e o que há de pior. A disputa, ela mexe com a ambição, com a ascensão. Então, assim, eu já passei por poucas e boas, cara. São coisas que é difícil você esquecer. Vamos lá, vamos falar das duas, da minha vida. Primeira, eu trabalhei com o Gladson por quatro anos pela chapa. Márcio Bittar governador; Gladson Camelí senador. Quem que o pai dele ajudou financeiramente? Meu adversário (Tião Viana). Aquilo me chocou. Pô, eu estava protegendo o filho dele. Eu fui o engenheiro daquela chapa, aliança. E o pai ajudou o Tião Viana, que era o meu adversário.”
A outra mágoa de Marcio é mais recente. Ele diz que ainda dói o fato de ter sido excluído pelo prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, que apoiou Gladson e Eduardo Velloso para o Senado.
“E a prefeitura de Rio Branco, eu dei o sangue para ganhar a prefeitura de Rio Branco e não estava na chapa da prefeitura, do Alysson, você lembra? Quem foi o engenheiro da obra que deu a vitória para eles? Ninguém acreditava… E quando eu vi a prefeitura fechar uma chapa que me excluía, quer dizer, chocou. Ainda dói um pouco.”




