A insatisfação com o transporte coletivo de Rio Branco ganhou novos contornos na manhã desta segunda-feira, 13, quando estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) e integrantes de movimentos estudantis realizaram um protesto em frente à sede da Prefeitura e tentaram ocupar o prédio do Executivo municipal. A mobilização foi contida por policiais militares e seguranças, gerando momentos de tensão e tumulto no local.
O ato é reflexo da crise que se arrasta há meses no sistema de transporte público da Capital. Usuários enfrentam diariamente longos períodos de espera nas paradas, redução de linhas, superlotação dos ônibus e constantes atrasos, situação que tem afetado trabalhadores, estudantes e a população que depende exclusivamente do serviço para se deslocar pela cidade.
Durante a manifestação, os estudantes afirmaram que a precariedade do transporte compromete o acesso às aulas e prejudica o desempenho acadêmico de centenas de universitários. Com palavras de ordem e faixas, os manifestantes cobraram uma solução definitiva para o problema e exigiram maior diálogo por parte da administração municipal.
Quando o grupo tentou entrar na sede da Prefeitura para entregar suas reivindicações, a entrada foi bloqueada por policiais militares e agentes de segurança do prédio. A intervenção provocou empurra-empurra e momentos de tensão, mas, até o momento, não há registro de pessoas feridas ou detidas.
A crise do transporte coletivo se intensificou nos últimos meses após o agravamento da situação financeira das empresas responsáveis pela operação do sistema. A redução da frota em circulação, os problemas trabalhistas envolvendo as concessionárias e as sucessivas mudanças na prestação do serviço têm ampliado os transtornos enfrentados pelos passageiros.
Diante do cenário, a Prefeitura de Rio Branco anunciou medidas emergenciais para garantir a continuidade da operação enquanto conduz o processo de reestruturação do sistema. Apesar disso, usuários e entidades estudantis afirmam que as ações ainda não foram suficientes para normalizar o atendimento e reduzir os impactos da crise.




