Rio Branco, AC, 8 de julho de 2026 13:28
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André Kamai aponta perda de recursos federais na saúde e cobra plano emergencial para ônibus em Rio Branco

O vereador André Kamai (PT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco para cobrar da gestão municipal mais eficiência na captação de recursos federais e agilidade diante da crise no transporte coletivo. O parlamentar destacou que o Ministério da Saúde destinou R$ 12,5 milhões em equipamentos e veículos para o Acre, incluindo ambulâncias do SAMU e dez micro-ônibus para o transporte sanitário de pacientes do interior. No entanto, Kamai lamentou que a capital acreana tenha ficado de fora do lote de dez unidades odontológicas móveis do programa Brasil Sorridente.

De acordo com o vereador, a ausência de Rio Branco na lista de municípios beneficiados não ocorreu por entraves burocráticos do governo federal, mas por omissão da própria administração local. O parlamentar pontuou que a prefeitura sequer tentou realizar o credenciamento no programa. Para Kamai, a decisão representa uma escolha administrativa contraditória, visto que o município gasta mensalmente cerca de R$ 500 mil com a locação de vans privadas para realizar atendimentos de saúde bucal.

“Se nós pagamos por esse serviço, ele é necessário. Mas a Prefeitura de Rio Branco sequer tentou se credenciar no programa para receber as unidades móveis”, criticou o vereador. Kamai ressaltou que o atual chefe do Executivo, por ser odontólogo e ter comandado a Secretaria de Saúde antes de assumir a prefeitura, conhece a urgência do setor. O petista apontou ainda que o modelo adotado desfalca postos de saúde fixos, citando que a unidade Valdemar Maciel ficou sem dentista porque o profissional foi remanejado para atuar nos veículos terceirizados.

Além dos gargalos na saúde, Kamai centrou posicionamento na crise do transporte público. O vereador comentou o anúncio da gestão sobre a futura chegada de novos ônibus, mas alertou que os veículos devem rodar sem contrato definitivo, devido a uma licitação travada há cinco anos. Ele destacou que a população que depende do sistema para estudar e trabalhar não pode esperar o prazo de 60 dias estipulado pelo município.

Como desdobramento de sua atuação na tribuna, André Kamai anunciou o protocolo de um requerimento na Casa Legislativa. O documento convida o superintendente da RBTrans e o diretor de transportes para que compareçam à Câmara e apresentem um plano de contingência imediato. O vereador defendeu medidas emergenciais temporárias, como o aluguel de ônibus, até que a frota prometida pela prefeitura comece a operar de forma regular nas ruas da capital.