Uma nota publicada pelo Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Educação do Terceiro Grau do Acre (SINTEST) e a Associação de Docentes da Universidade Federal do Acre (ADUFAC) acusa a reitora da Universidade Federal do Acre (Ufac), Guida Aquino, de não conduzir uma transição administrativa de forma respeitosa com o novo reitor, o professor Josimar Batista e seu vice, Marco Amaro.
“Nossa preocupação se deve ao fato de que a atual reitoria da Ufac, que deveria reconhecer a derrota eleitoral e, de modo digno e republicano, ser protagonista de uma ampla e respeitosa transição administrativa, parece não ter compreendido que uma Instituição Federal de Ensino (IFE) não pode ser tratada como extensão patrimonial de um grupo político. Tal incompreensão ganha materialidade no fato de que, no apagar das luzes de seu mandato, a Reitoria passa a adotar movimentos administrativos que, longe de expressarem simples zelo institucional, aparentam compor uma estratégia de contenção, constrangimento e sabotagem da próxima gestão legitimamente escolhida pela comunidade universitária”, afirma trecho do documento.
Em outro ponto da nota, o Sindicato e a Adufac enfatizam que “a Ufac não pertence à gestão que termina e nem a que tomará posse. Pertence à sua comunidade acadêmica, às suas servidoras e aos seus servidores (TAEs e Docentes), às suas estudantes e aos seus estudantes e, em especial, à sociedade acreana como um todo. Qualquer medida estrutural adotada neste momento deve ser submetida ao teste da finalidade pública. E esse teste tem a ver com questões básicas, que não podem deixar de ser respondidas: a criação da corregedoria, de modo autocrático e açodado, fortalece a instituição ou tenta amarrar politicamente a próxima administração? Promove integridade ou conserva influência? Corrige uma omissão histórica ou transforma essa própria omissão em desesperada tentativa de controle tardio?”.
E encerram dizendo: “enquanto sindicatos autônomos e independentes, nós não aceitaremos qualquer tipo de ingerência interna ou externa e permaneceremos em estado de alerta para, mais uma vez, marchar em defesa da Ufac enquanto uma instituição pública democrática, autônoma e livre do jogo de interesses circunstanciais, carreiristas e autoritários, que tentam colocar a instituição refém de vontades e projetos pessoais de quem não aceita a derrota e não reconhece que democracia se faz cumprindo os protocolos e formalidades legais e morais da res publica, com transparência e respeito às liberdades de pensamento e de expressão”.





