O deputado Pedro Longo, afirmou que torce para que o ex-governador Gladson Cameli (PP) consiga viabilizar sua candidatura ao Senado nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 13, durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares.
Questionado por Luciano sobre os efeitos da condenação de Cameli no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a possibilidade de disputar uma vaga no Senado, o emedebista, que tem formação jurídica, afirmou que o caso ainda depende de decisões nas instâncias superiores.
“Eu torço para que o governador consiga ser candidato, porque as pesquisas indicam que esse é o desejo da população. A população gostaria de votar no Gladson ao Senado. Seria, inclusive, o meu candidato”, declarou.
Apesar de manifestar sua torcida, o candidato a deputado federal ressaltou que a situação jurídica do ex-governador não depende apenas da Justiça Eleitoral do Acre. Segundo ele, o processo que fundamenta a discussão sobre a candidatura tramita no STJ e, diante da manutenção da decisão após os embargos, a defesa precisaria buscar novas medidas nas instâncias superiores.
Na avaliação do deputado, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) não teria a palavra final sobre a questão caso haja recursos relacionados à decisão judicial que deu origem à discussão sobre a elegibilidade.
Longo afirmou ainda que o caso pode chegar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, posteriormente, ao Supremo Tribunal Federal (STF), dependendo dos recursos apresentados pela defesa. “Ele depende de uma decisão do Supremo Tribunal Federal”, resumiu.
O parlamentar também mencionou que os advogados de Cameli já teriam apresentado medidas judiciais no STF e citou um habeas corpus que questionaria aspectos relacionados à produção das provas utilizadas no processo.
Segundo Longo, uma eventual decisão favorável no Supremo poderia alterar o cenário jurídico e abrir caminho para a candidatura. “Se houver essa decisão, ele pode concorrer”, afirmou.
O deputado acrescentou, porém, que uma eventual solução favorável precisaria ocorrer dentro do prazo eleitoral para que a candidatura pudesse produzir efeitos jurídicos válidos.
A legislação eleitoral prevê hipóteses de inelegibilidade decorrentes de condenações por órgão colegiado, com prazos que podem chegar a oito anos, conforme as circunstâncias previstas na Lei Complementar nº 64/1990. Longo evitou fazer uma previsão sobre o desfecho do processo e destacou que a definição dependerá da tramitação dos recursos e das decisões judiciais.





