Em uma Capital onde a cobrança por serviços básicos costuma ocupar o centro do debate público, a gestão de Alysson Bestene à frente da Prefeitura de Rio Branco tem sido marcada por uma estratégia simples, mas politicamente sensível: reforçar a presença do poder público nos bairros e acelerar respostas a demandas cotidianas da população.
Desde que assumiu o comando do Executivo municipal após a saída do então prefeito Tião Bocalom, que se afastou para disputar espaço como pré-candidato ao governo do Acre, Alysson passou a sustentar uma agenda intensa, com deslocamentos frequentes pelas regionais da cidade e uma rotina administrativa voltada à execução de serviços considerados essenciais.

O eixo central dessa atuação é o programa “Prefeitura nas Ruas”, uma força-tarefa que mobiliza diferentes secretarias em ações simultâneas nos bairros da Capital acreana. A proposta combina frentes de infraestrutura, limpeza urbana e saneamento, com intervenções que vão desde operação tapa-buracos e recuperação de vias até roçagem, retirada de entulhos e melhorias na iluminação pública.
Também entram no escopo reparos em redes de água e esgoto, além de campanhas de orientação sobre uso consciente dos recursos hídricos.
Estruturado com investimento inicial estimado em R$ 50 milhões, o programa foi planejado para avançar gradualmente pelas dez regionais de Rio Branco, aproveitando o período de estiagem para ampliar o ritmo das obras. A lógica operacional aposta na simultaneidade das equipes, que atuam de forma integrada para reduzir o tempo de resposta a problemas históricos de infraestrutura urbana.

Na prática, a gestão tem buscado transformar ações de manutenção em vitrine administrativa, apostando no impacto direto no cotidiano dos bairros. Em política, esse tipo de estratégia costuma ter efeito duplo: melhora a percepção imediata da população sobre a administração e, ao mesmo tempo, fortalece o capital político de quem ocupa o cargo.
Por ora, o que se observa é uma gestão em ritmo acelerado e com forte presença. Em uma cidade onde demandas estruturais são antigas e recorrentes, o desafio de manter regularidade na entrega de serviços pode ser tão determinante quanto qualquer discurso político — e, nesse ponto, a atual administração parece apostar todas as fichas na rotina de rua como principal cartão de visitas.






