Rio Branco, AC, 27 de agosto de 2026 20:16
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Gladson diz que é “candidatíssimo”, mas revela plano caso perca eleição: cuidar das empresas do pai

O ex-governador do Acre e candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) afirmou que o afastamento de aliados e pessoas próximas começa antes mesmo de um político deixar oficialmente o cargo. Segundo ele, o movimento pode ser percebido cerca de um ano antes do fim do mandato, quando o poder começa a perder força.

A declaração foi dada nesta quinta-feira, 27, durante entrevista ao podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares.

Questionado sobre a conhecida frase de que “político sem mandato nem vento bate nas costas” e se teria sentido o distanciamento de pessoas após deixar o governo, Gladson afirmou que esse processo começa antes da saída.

“Não precisa chegar em abril, não. Um ano antes, o vento começa a mudar de posição”, afirmou.

Segundo Gladson, a mudança ocorre gradualmente e nem todas as pessoas estariam preparadas para lidar com a perda de poder. “Vai mudando, vai mudando, vai mudando. Mas é isso. Isso aí, para mim, não é novidade”, declarou.

O ex-governador também disse que percebeu naturalmente certo distanciamento depois de deixar o comando do Estado, mas minimizou a importância desse comportamento.

“Dá para sentir? Dá, isso é natural. Tem distanciamento”, afirmou.

“Sou candidatíssimo”

Durante a entrevista, Gladson foi questionado sobre o que faria caso não conseguisse manter sua candidatura ao Senado ou não fosse eleito.

O ex-governador foi enfático ao afirmar que pretende disputar a eleição. “Primeiro que eu sou candidatíssimo”, respondeu.

Na sequência, ao ser pressionado sobre um eventual cenário de derrota nas urnas, revelou que pretende se dedicar aos negócios da família. “Aí eu vou cuidar das empresas do meu pai, ajudá-lo”, disse.

Gladson, entretanto, não fechou a porta para uma futura volta à política. Questionado se continuaria na vida pública, afirmou que não faria uma promessa definitiva. “Eu não direi que dessa água eu não beberei”, declarou.

“A política é uma embriaguez”

Apesar de admitir a possibilidade de deixar temporariamente a política, Gladson afirmou que continua atraído pela atividade.

“A política é uma embriaguez, né? Ela embriaga, ela gosta, ela é contagiante”, afirmou.

O ex-governador disse ainda que pretende exercer uma política voltada às pessoas e defendeu respeito à liberdade de expressão e às opiniões divergentes.

“Eu gosto de fazer a política que realmente olha para as pessoas. Que a gente tenha aquele olhar que respeite a liberdade de expressão, que respeite as opiniões”, afirmou.

Gladson também defendeu que o Estado não seja tratado como patrimônio de uma legenda partidária. “O Estado não pertence a um partido, ele é de todos. Eu gosto de fazer essa política”, concluiu o progressista.