A deputada federal Socorro Neri evitou antecipar apoio à eventual candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 2026 e afirmou que aguardará a definição oficial do Progressistas antes de decidir qual projeto apoiará na disputa presidencial. As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast Papo Informal desta quinta-feira, 25.
Questionada se apoiaria Lula, mesmo integrando um partido que hoje ocupa posição mais à direita do espectro político, Socorro afirmou que o PP ainda não definiu qual será seu caminho na eleição presidencial.
“Nós não temos hoje, no âmbito do partido, uma definição de como o PP vai caminhar nessa eleição. Historicamente foi um partido de centro, mas caminhou mais à direita em razão das afinidades do presidente da legenda com a família Bolsonaro. Neste momento ainda não há uma definição sobre quem serão os candidatos”, afirmou.
A parlamentar, no entanto, fez questão de definir sua identidade política.
“Eu sou uma pessoa humanista. Defendo a dignidade da pessoa humana e pautas muito mais de centro progressista e centro democrático do que aquelas que hoje são identificadas como de direita.”
Como exemplo, Socorro citou sua defesa do fim da escala de trabalho 6×1.
“Eu me coloco muito claramente ao lado do trabalhador, das pessoas mais pobres, dos mais vulneráveis, da educação pública de qualidade, da saúde pública e de políticas sociais fortes. É desse lado que eu sempre estive.”
Ao ser questionada se se identifica mais com o lulismo, com o bolsonarismo ou com uma terceira via, a deputada voltou a evitar um posicionamento antecipado e afirmou que sua decisão será baseada naquilo que considerar melhor para o país.
“Eu me identifico com o que é melhor para o Brasil. Vou aguardar a definição das candidaturas e também a posição oficial do meu partido. Depois disso, decidirei se caminharei ou não com essa orientação.”
Socorro ressaltou ainda que, ao longo do mandato, tem demonstrado independência em relação às orientações partidárias, votando de acordo com suas convicções.
“Eu ouço o partido, respeito as decisões, mas não sigo cegamente nenhuma orientação. Tenho votado com a minha consciência e com aquilo que considero correto.”
Segundo a deputada, sua atuação política está voltada à defesa das pessoas mais vulneráveis e das políticas públicas.
“Quem já é milionário, quem já é bilionário, quem representa o sistema financeiro, já tem quem os defenda. Eu estou na política para defender quem precisa de emprego, renda, saúde, educação e oportunidades. É esse o propósito que me trouxe para a vida pública e é por isso que continuo exercendo o mandato”, enfatizou.





