O secretário de Estado de Governo, Luiz Calixto, disse que o partido Progressistas, da governadora Mailza Assis e do ex-governador Gladson Camelí, tem pecado quando o assunto é o tratamento dispensado aos prefeitos considerados rebeldes. Entre os nomes estão Gerlen Diniz, de Sena Madureira; Zequinha Lima, de Cruzeiro do Sul; Rosana Gomes, de Senador Guiomard; e Alysson Bestene, de Rio Branco.
Quanto ao prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, maior colégio eleitoral do estado, Luiz Calixto disse que não estava nos planos do Progressistas ver hoje Alysson declarando apoio a Tião Bocalom. Inclusive, Tião Bocalom e Alysson foram eleitos com o apoio massivo do então governador Gladson Camelí e de Mailza Assis.
“Quem está errado é o PP (Progressistas). Com relação ao Alysson, do ponto de vista pessoal, individual, o Alysson está correto. A renúncia do Bocalom deu a ele dois anos e nove meses de mandato. Do ponto de vista político-partidário, ele está errado. Por que? Porque nos elegemos um adversário. A construção que nós fizemos em 2024, com apoio maciço do governo do Estado, com apoio incondicional do governador Gladson Camelí, com apoio incondicional da então vice-governadora Mailza Assis, foi para eleger o Alysson vice-prefeito, o Bocalom prefeito, para que a Mailza, governadora, fosse reeleita agora em 2026”, disse o secretário.
Calixto pontuou que o ex-prefeito Tião Bocalom será julgado pelos acreanos com relação às promessas feitas na Capital e não cumpridas. Ele voltou a dizer que Alysson erra do ponto de vista político ao apoiar um adversário e não uma pré-candidata de seu partido.
“Aliás, eu continuo fazendo a mesma crítica. O povo acreano vai ter que cobrar do seu Bocalom as promessas que ele fez e não realizou. Por exemplo, casas. O Bocalom vai prometer casas no Estado, se ele não conseguiu concluir na Prefeitura? Ele vai prometer resolver o problema do saneamento, se ele não fez em Rio Branco? O transporte coletivo, embora não seja atribuição do Estado, é um caos. Ele fugiu das promessas feitas em 2024 para fazê-las novamente na eleição de 2026. Então, ele não foi honesto com o povo acreano, porque ele foi eleito para ser prefeito durante quatro anos e durante um ano e três meses, ele largou o mandato como se não tivesse compromisso. Do ponto de vista político, o Alysson não está correto. Ele não foi eleito para isso. Isso não estava nos planos do PP”, pontuou.





