O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) afirmou que não pretende votar em nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição para o governo do Acre, Mailza Assis e Alan Rick. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 22, durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares. O parlamentar disse que está dividido entre votar em branco ou anular o voto.
O comunista foi questionado sobre sua escolha para a disputa pelo governo estadual. Em tom descontraído, afirmou que pretende decidir entre as duas opções, mas deixou claro que não apoiará nenhum dos candidatos.
Ao explicar a posição, o deputado destacou que a decisão está relacionada à estratégia política de seu partido, que optou por concentrar esforços na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo turno. Segundo ele, o Brasil atravessa um momento decisivo, que exige mobilização em torno da disputa presidencial.
“Primeiro que o nosso partido decidiu que nós iríamos gastar todas as nossas energias, neste segundo turno, na luta e na busca do voto do presidente Lula”, declarou.
Magalhães também justificou a decisão com base na trajetória política dos dois candidatos ao governo do Acre. Segundo ele, a candidatura de Mailza Assis representa a continuidade da gestão estadual iniciada por Gladson Cameli, da qual ela participou como vice-governadora. O parlamentar afirmou que apoiar a atual governadora significaria contradizer a oposição que seu grupo político fez ao governo nos últimos anos.
“Assinar embaixo dessa continuidade seria a mesma coisa que você dizer que aquela oposição que a gente fez foi de mentirinha”, disse.
Em relação a Alan Rick, Edvaldo argumentou que o senador também integrou o grupo político que comandou o Acre e participou da estrutura administrativa estadual. Para o deputado, esse histórico impede que ele manifeste apoio ao candidato, mesmo diante da disputa com a atual governadora.
“Seria incoerente”, resumiu o parlamentar ao explicar por que não pretende escolher nenhum dos dois nomes.
Apesar de rejeitar as duas candidaturas, o parlamentar fez uma avaliação positiva da participação de Thor Dantas na disputa pelo governo do Acre. O deputado considerou que o candidato, que terminou a eleição sem avançar para o segundo turno, teve uma trajetória politicamente relevante e pode se consolidar como uma liderança para futuras disputas majoritárias no estado.
Segundo ele, Thor teve desempenho destacado nos debates eleitorais e apresentou conhecimento aprofundado dos problemas do Acre, além de propostas que classificou como inovadoras. O parlamentar também avaliou que o resultado eleitoral poderia ter sido melhor caso a candidatura tivesse sido definida com antecedência e recebido apoio mais cedo das forças políticas que integravam a aliança.
“Ele teve uma derrota eleitoral grande, mas teve uma vitória política”, afirmou.
Para Magalhães, a candidatura de Thor representa o surgimento de um novo quadro político no estado. O deputado disse acreditar que o médico poderá ganhar espaço nos próximos anos e voltar a disputar eleições majoritárias no Acre.





