Rio Branco, AC, 19 de setembro de 2026 12:33
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SUS vai oferecer “canetas emagrecedoras” para pacientes com obesidade; entenda quem poderá receber

O Sistema Único de Saúde (SUS) deverá passar a oferecer medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” para pacientes com obesidade. A iniciativa está sendo conduzida pelo Ministério da Saúde e prevê que o tratamento seja feito seguindo critérios médicos e um protocolo específico para definir quais pacientes poderão receber os medicamentos.

A proposta envolve medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo que inclui princípios ativos utilizados no tratamento da obesidade e que ganharam popularidade nos últimos anos. Entre eles está a semaglutida, utilizada em um estudo realizado pela rede pública de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros resultados desse acompanhamento foram considerados positivos. O estudo é realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e acompanha pacientes com obesidade grave ou que também apresentam outros problemas de saúde.

Ao todo, 250 pacientes do SUS participam do acompanhamento. O objetivo é observar como os medicamentos funcionam na prática e quais cuidados precisam ser adotados durante o tratamento.

Um dos grupos acompanhados é formado por pessoas que estão aguardando uma cirurgia bariátrica. Os profissionais de saúde querem verificar se o tratamento com a medicação consegue controlar a obesidade de maneira significativa e, em alguns casos, evitar a necessidade do procedimento cirúrgico.

O estudo também acompanha possíveis efeitos relacionados à saúde do coração e a reincidência do câncer de mama em determinados pacientes.

Não será medicamento liberado para qualquer pessoa

Apesar de serem conhecidas como “canetas emagrecedoras”, as medicações não deverão ser distribuídas de forma indiscriminada pela rede pública.

A previsão é que o SUS estabeleça critérios para definir quem poderá receber o tratamento, levando em consideração o quadro de saúde de cada paciente. A utilização deverá ocorrer com acompanhamento de profissionais de saúde.

Isso significa que a simples vontade de perder peso não deverá ser suficiente para conseguir o medicamento gratuitamente pelo SUS. A indicação dependerá de avaliação médica e das regras que serão estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

Tratamento será acompanhado por médicos

A preocupação das autoridades de saúde é garantir que os medicamentos sejam utilizados de maneira segura. Por isso, a proposta prevê acompanhamento contínuo dos pacientes e definição de orientações para os profissionais que participarão do tratamento.

O Ministério da Saúde informou que os estudos são importantes justamente para ajudar a estabelecer essas regras antes da ampliação da oferta.

A obesidade é uma doença que pode estar relacionada a diversos outros problemas de saúde. Por isso, o tratamento não se resume à perda de peso. Alimentação, atividade física, acompanhamento médico e controle de outras doenças também fazem parte do cuidado.