“Todo dia é conserva e sardinha.” A frase resume a principal reclamação de estudantes da Escola Estadual Jairo de Figueiredo Melo, em Jordão, no interior do Acre, que decidiram se mobilizar contra o que classificam como falta de qualidade e variedade na merenda escolar.
Em um cartaz compartilhado entre os alunos, os estudantes anunciam a possibilidade de entrar em greve até que sejam enviados alimentos considerados adequados para as refeições. O protesto é acompanhado de críticas à repetição de produtos enlatados e de um apelo para que as autoridades responsáveis tomem providências.
“Não aguentamos mais”, afirmam os estudantes no material. Eles citam especificamente a oferta de conservas e sardinha e cobram o que definem como “comida de verdade”.
Segundo os alunos, a repetição dos mesmos produtos estaria ocorrendo com frequência e não atenderia às expectativas de uma alimentação nutritiva durante o período escolar.
“Queremos refeições de verdade, nutritivas e adequadas”, reivindicam.
Os estudantes também afirmam que, além do problema relacionado à alimentação, existe insatisfação com a forma como suas reclamações são recebidas. No cartaz, eles dizem considerar injusto serem cobrados pelo cumprimento de suas obrigações escolares enquanto, na avaliação deles, necessidades básicas não estariam sendo atendidas.
“É complicado e, se reclamar, ainda estamos errados por estar fazendo nossa obrigação, que é estudar”, diz outro trecho da manifestação.
Sobre o uso de aparelhos celulares, os estudantes fazem uma comparação entre as regras impostas dentro da escola e a qualidade da alimentação oferecida.
“Querem proibir celular, mas não fornecem merenda de qualidade para os alunos!”, reclamam.
A Secretaria de Estado de Educação e Esporte ainda não se manifestou sobre a denúncia apresentada pelos estudantes.






