Rio Branco, AC, 7 de julho de 2026 13:15
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Zé Lopes exige ação da RBTrans e diz que direito de ir e vir da população está comprometido: “A que ponto chegamos?”

A crise no transporte coletivo de Rio Branco voltou a ser alvo de duras críticas na Câmara Municipal nesta terça-feira (7). Durante pronunciamento na tribuna, o vereador Zé Lopes (Republicanos) afirmou que o problema ultrapassou a questão dos constantes defeitos na frota e já compromete direitos básicos da população, como o acesso ao trabalho, à educação e aos serviços essenciais.

O parlamentar revelou ter recebido relatos de estudantes que estão sendo obrigados a acompanhar as aulas de forma remota porque não conseguem chegar à universidade devido à precariedade do sistema de transporte. “A que ponto chegamos?”, questionou.

Segundo Zé Lopes, a população convive diariamente com ônibus quebrando, pegando fogo, soltando eixos e colocando passageiros em risco, além da falta de regularidade nas linhas. Para ele, a situação exige uma resposta imediata do poder público enquanto a nova empresa responsável pelo serviço não assume integralmente a operação.

Como alternativa, o vereador propôs que a Prefeitura, por meio da RBTrans, implante um plano emergencial de mobilidade urbana. A proposta prevê, de forma temporária, a autorização para utilização de vans, micro-ônibus, táxis, veículos por aplicativos e outros modais de transporte, com o objetivo de reduzir os prejuízos enfrentados pelos usuários.

Zé Lopes também fez um convite público ao superintendente da RBTrans, Marcos Coutinho, para que compareça à Câmara e apresente, com transparência, todas as informações sobre o plano emergencial em andamento.

Entre os dados solicitados pelo parlamentar estão as ordens de serviço atualmente em vigor, a quantidade de ônibus em circulação, a distribuição dos veículos por linhas, quais trajetos operam normalmente, quais funcionam parcialmente, quais permanecem sem atendimento e o cronograma previsto para a normalização do sistema.

Ao encerrar o discurso, o vereador reforçou que a população espera soluções concretas e defendeu um transporte público eficiente, seguro e confiável.

“Nosso papel é fiscalizar, cobrar e melhorar a vida de quem depende do transporte público. As pessoas precisam de um serviço digno, que chegue no horário, seja seguro, tenha manutenção permanente e funcione de verdade. Meu compromisso é continuar cobrando respostas e soluções para a população”, concluiu.