Rio Branco, AC, 4 de agosto de 2026 14:21
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Precariedade no transporte escolar e falta de pagamento a barqueiros unem oposição e base de Mailza na Aleac: ‘uma geração em risco’

A situação do transporte escolar movimentou o debate na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (4). O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) trouxe detalhes a respeito da falta de pagamento aos barqueiros que atuam na região de Tarauacá. São 135 trabalhadores que estão com os salários atrasados, além do aluguel das embarcações. Ele relatou, ainda, a falta de combustíveis.

“O transporte escolar de Tarauacá parou desde sexta-feira. O secretário Reginaldo passou uma informação que é boa e é ruim. É boa porque hoje eles vão fazer o pagamento de um mês. Nas contas deles não haveria atrasos por parte do governo com essas empresas e que eles notificaram as empresas. Como uma empresa atrasa 11 meses a locação do barco e não sofre nenhuma sanção? Quem tem que pagar é o trabalhador? Quem tem que passar pelas privações são os estudantes e a comunidade escolar. Se botar na ponta do lápis não tem metade dos dias letivos necessários do primeiro semestre que tenham sidos efetivamente realizados por falta de transporte escolar, ou problemas com a merenda escolar ou falta de professores. Estão condenando uma geração a não ter acesso ao básico”, disse Edvaldo Magalhães.

Edvaldo disse ainda que além do atraso dos salários dos barqueiros e os aluguéis dos barcos, há outro agravante. “Eles também atrasam o combustível. Tem uma quantidade mínima de combustível que é pactuada nesses contratos. Talvez, seja por isso, por esse excesso de malandragem, que a Polícia Federal fez uma operação e botou sob suspeição mais de R$ 50 milhões para pagar o transporte escolar”, lembrou.

Já o deputado estadual Eduardo Ribeiro (Republicanos) disse que “é uma geração que está sendo colocada em risco. E algo que tem que ser visto com alerta. Essa Casa tem que olhar com muita atenção. Isso é inadmissível”.

A deputada Antonia Sales (MDB), que faz parte da base de sustentação da governadora Mailza Assis, também se manifestou a respeito. “Aqui tem vozes conhecidas que sempre reclamam, mas tem outras que se calam. Os representantes do povo, que são os deputados estaduais, todo mundo unindo-se em uma só voz, certamente os secretários ouviriam todos aqui unidos. Acontece que muitos permanecem calados por muito tempo. Se todos os 24 saíssem, viajassem, o secretário iria ouvir o eco da nossa voz. Não ia tampar os ouvidos porque ia correr logo para o governo resolvber”, disse Antonia Sales.