Rio Branco, AC, 9 de agosto de 2026 00:23
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A Engenharia como Força Coletiva: O Papel Transformador do SENGE-AC

A engenharia, em todas as suas vertentes, é o motor que impulsiona o desenvolvimento técnico, econômico e social de uma região. No Acre, essa realidade é palpável em grandes projetos estruturantes, mas o reconhecimento desse protagonismo não é fruto do acaso. Ele é o resultado direto da organização coletiva e da força política que já pautou o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Acre (SENGE-AC) e que a Chapa 2 irá restaurar. Para engenheiros, técnicos e profissionais de áreas correlatas, a sindicalização e a participação ativa na entidade não são meras formalidades, mas sim o único caminho para assegurar a dignidade profissional e a manutenção de direitos históricos.

A importância do sindicato manifesta-se, primeiramente, na capacidade de transformar competência técnica em influência política. O SENGE-AC não apenas defende salários; ele pauta o desenvolvimento do estado. Um exemplo emblemático foi a Expedição Científica ao Rio Acre em 2016, coordenada pelo sindicato, que reuniu especialistas para gerar dados técnicos essenciais para projetos de revitalização estimados em mais de R$ 400 milhões. Essa atuação prova que, quando os profissionais estão unidos sob uma representação forte, a engenharia deixa de ser apenas executora e passa a ser a inteligência estratégica por trás das políticas públicas.

No campo das conquistas remuneratórias, o histórico de lutas do SENGE-AC, sob minha gestão até 2020, é o que garante, hoje, a estabilidade de muitos profissionais. Um marco fundamental ocorreu em Rio Branco com a Lei nº 1.636/2007, que trouxe avanços financeiros extraordinários ao instituir o Adicional de Produtividade de até 50% e a Gratificação de Atividade de 100%, ambos incidentes sobre o vencimento base. Na prática, essa vitória sindical garantiu que o profissional pudesse receber até 150% além do seu vencimento base, estabelecendo um patamar de valorização poucas vezes visto.

Essa trajetória de sucesso continuou em nível estadual. A aprovação da Lei Cartaxo (Lei nº 2.021/2008) foi um divisor de águas, estabelecendo um Plano de Carreira sólido para a engenharia e que se tornou referência para sindicatos de outros estados e que ainda hoje é vista como uma das grandes vitórias profissionais da Engenharia brasileira. Anos depois, em 2014, a mobilização liderada pelo sindicato resultou na histórica atualização da Lei Cartaxo, resultando na Lei nº 2.842. 

Essa atualização permitiu um dos maiores reajustes salariais já registrados para uma categoria profissional no Brasil: um aumento bruto de aproximadamente 52%, o que representou um ganho real de 46,75% para os profissionais após o desconto da inflação do período. Sem a articulação política e institucional de uma entidade séria e a participação massiva dos trabalhadores, tais índices seriam inalcançáveis diante da inércia administrativa.

Entretanto, a valorização profissional vai além das tabelas salariais; ela passa pela dignidade institucional. Atualmente, a precariedade da sede física do sindicato demonstra a necessidade de a categoria estar unida para exigir um patrimônio que simbolize a importância da profissão no Acre. E nós queremos resgatar o orgulho de pertencermos a um grupo de profissionais que contribui nas mais diversas áreas, com resultados visíveis na melhoria da qualidade da saúde, da moradia, do meio ambiente, do desenvolvimento tecnológico, citando apenas algumas. 

Conclamo nossa categoria a fazer parte do futuro do Senge-AC participando das eleições do próximo dia 14 de agosto. Participar do sindicato é, também, lutar pela construção de uma representatividade à altura da engenharia acreana. Coloco mais uma vez minha experiência e dedicação para fazer a engenharia do Acre ser grande de novo e voltar a ser referência nacional. 

A sindicalização é um investimento no próprio futuro. Participar das decisões e fortalecer o SENGE-AC significa proteger conquistas históricas, buscar remuneração profissional justa, isonomia entre ativos e inativos e acima de tudo garantir que a engenharia continue sendo respeitada como uma carreira estratégica. A história prova que o engenheiro isolado é apenas um técnico; o profissional sindicalizado e participante é um cidadão que transforma a sociedade e garante o respeito à sua própria trajetória. 

Eng. Civil Sebastião Fonseca Candidato à presidência do Senge-AC (gestão 2027/2029) pela Chapa 2