Durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares nesta quinta-feira, 13, o deputado estadual e candidato a deputado federal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Pedro Longo, explicou os motivos que o levaram a deixar o PDT e ingressar na legenda.
Segundo o parlamentar, a decisão levou em consideração dois critérios principais: permanecer em um partido que integrasse a base do governo e encontrar uma legenda com condições de montar uma chapa competitiva para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
Ele afirmou que, nas últimas eleições, apenas três partidos conseguiram eleger deputados federais no Acre e avaliou que o cenário deve se repetir em 2026. Ao comentar as alternativas consideradas durante as negociações, citou o grupo formado por PP e União Brasil como uma composição eleitoralmente difícil de enfrentar.
“Ali é a chapa da morte. É o grupo da morte. Ali é Argentina, França, Brasil, só a seleção”, afirmou, em tom descontraído.
O deputado disse que também avaliou a possibilidade de ingressar no PSDB, mas que, diante das mudanças no cenário partidário, o MDB acabou sendo a opção escolhida. Na avaliação dele, a decisão foi acertada porque a legenda apresenta uma chapa com potencial para conquistar de duas a três cadeiras na Câmara Federal.
“É o local em que a gente se enxerga na foto”, declarou.
Além da estratégia eleitoral, o parlamentar destacou a tradição do MDB no Acre e citou nomes históricos ligados à legenda, como Nabor Júnior e Flaviano Melo. Também mencionou Ulysses Guimarães e o papel histórico do partido no processo de redemocratização do país.
Tavares também questionou o parlamentar sobre a entrada do MDB na base do governo estadual e a composição da chapa encabeçada pela governadora Mailza Assis, que busca a reeleição.
O partido indicou a ex-deputada federal Jéssica Sales para ocupar a vaga de vice-governadora. Para o deputado, a presença de duas mulheres na composição fortalece o projeto eleitoral.
Na avaliação dele, a chapa representa também uma mudança na participação feminina na política acreana. O parlamentar lembrou que o Acre já teve uma mulher à frente do governo estadual e citou a trajetória histórica de Yolanda Lima, além de destacar a presença feminina no eleitorado.
“Eu acho que, de alguma maneira, mostra uma evolução dos costumes”, afirmou.
O deputado também ressaltou a base política de Jéssica Sales no Vale do Juruá e sua experiência como deputada federal. Para ele, a escolha da ex-parlamentar representa uma combinação de forças políticas capaz de ampliar a competitividade da chapa.
“Foi um bom casamento. Acho que as energias se somaram nesse projeto”, disse.





